O câmbio pode se transformar em um grande aliado da indústria nacional de embalagem este ano, de acordo com estudo divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV), durante o balanço anual da Associação Brasileira de Embalagem (Abre). Segundo o coordenador de análises econômicas da FGV, Salomão Quadros, a valorização do dólar registrada nos últimos meses pode conter parte da importação de bens de consumo que já chegam ao país embalados, o que abriria espaço para o crescimento da produção doméstica. A ideia também é compartilhada pelo presidente da Abre, Maurício Groke.
“O setor terá a oportunidade, através do dólar, de ganhar mais espaço no mercado nacional, diante de um varejo que importa menos. As exportações também podem crescer um pouco”, disse Groke ao DCI durante o evento realizado na cidade de São Paulo.
Ainda segundo ele, esses dois fatores podem contribuir com melhores resultados para o setor neste ano, apesar do segmento não apostar, por enquanto, em um grande crescimento ou em “grandes oportunidades”.
No ano passado, a produção da indústria de embalagem cresceu 1,41% em comparação com 2012, enquanto a receita do mercado atingiu a casa dos R$ 51,8 bilhões, alta de 10,9%, segundo dados da FGV. Para este ano, a entidade projeta um crescimento de 1,5% na produção. De acordo com Quadros, da FGV, a Sondagem da Indústria de Embalagem, feita entre os dias 2 e 31 de janeiro, já mostra uma melhora no nível de utilização da capacidade neste primeiro mês de 2014 (87,1%) em comparação com o mesmo mês de 2013 (86,1%). “O setor treina uma retomada, porém, ainda não é claro quando isso irá acontecer”, afirmou Quadros.
Fonte: Diário do Comércio e Indústria