A semana começa com os mercados atentos aos desdobramentos da ameaça dos Estados Unidos de impor tarifas de 10% sobre US$ 300 bilhões em importações da China, a partir de 1º de setembro, o que pode afetar também os ativos no Brasil hoje (05/08).
Mercado econômico
Amanhã (06/08), deve sair a ata da uma última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, quando a Selic, a taxa básica de juros do País, foi reduzida de 6,5% para 6% ao ano. O mercado deve buscar no documento referente ao encontro de julho sinais sobre os próximos cortes.
Segundo economistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, o BC deu fortes indicações no comunicado de que deve haver nova queda de 0,50 ponto porcentual na reunião de 17 e 18 de setembro. A dúvida é sobre as decisões a partir de outubro, considerando-se os riscos com o desfecho da tramitação da reforma da Previdência e com o cenário externo.
Ficam no radar dos investidores nesta semana também o resultado das vendas no varejo de junho, na quarta-feira, a divulgação, na quinta, do Índice Oficial de Inflação (IPCA) de julho e da pesquisa mensal de serviços de junho, na sexta. Além disso, uma nova rodada de reuniões deve acontecer entre representantes do ministério da Infraestrutura e dos caminhoneiros para discutir a tabela de frete mínimo.
EUA versus China
A disputa entre EUA e China também afeta as Bolsas. A imprensa internacional informou que Pequim pediu para que algumas empresas estatais detenham as compras de produtos agrícolas americanos e o Banco do Povo da China permitiu que o dólar rompesse o nível psicológico de 7 yuans pela primeira vez desde 2008, alegando que a desvalorização da moeda doméstica é resultado do protecionismo comercial e das tarifas mais altas sobre produtos chineses aplicadas pelos EUA. O temor dos investidores é de que o acirramento da guerra comercial piore o quadro de desaceleração global.
Queda do petróleo
Os contratos futuros de petróleo têm queda nesta segunda. Na avaliação do Bank of America Merrill Lynch, esse recrudescimento da relação bilateral entre EUA e China tem potencial para enfraquecer a demanda por petróleo em até 500 mil barris por dia.
Fonte:ESTADÃO.COM.BR