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Codesp propõe gestão de mãos dadas com a comunidade

Preocupação com os impactos das operações no ecossistema e o apoio a projeto sociais, esportivos, culturais e ambientais

No Porto de Santos, o principal do Brasil, tão importante quanto manter elevados patamares de produtividade e movimentação nas operações, é conservar a boa relação entre o complexo marítimo e as cidades da região, principalmente aquelas onde ele está instalado – Santos, Guarujá e Cubatão. A afirmação é do presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária), Angelino Caputo e Oliveira, que propõe uma gestão de “mãos dadas” com a comunidade.

Para Caputo, o bom relacionamento do Porto com os municípios é fundamental para o desenvolvimento pleno de todos os interlocutores. “Eu prefiro ser otimista e dizer que vivemos hoje um bom momento com os prefeitos, os secretários e até mesmo as próprias pessoas que moram e trabalham na nossa região”, garante.

O executivo portuário defende que uma relação harmônica entre a zona portuária e as áreas urbanas é essencial para os dois, que vivem uma simbiose social. “Da mesma forma que geramos renda, precisamos dessas cidades para nos desenvolver”, lembra.

Atualmente, nessa interação, a grande preocupação da Codesp é quanto à operação de grãos nos armazéns do Corredor de Exportação, na Ponta da Praia, em Santos. A questão tem sido debatida nos últimos anos devido à poluição gerada (pó lançado no ar e forte cheiro) durante o embarque das cargas.

Em 1972, quando foi criado o Corredor de Exportação, lembra o presidente da Docas, não havia tantos moradores no entorno das instalações portuárias. Mais tarde, com o desenvolvimento do Município, a região foi totalmente ocupada por residências. “Isso mostra que tivemos que aprimorar nosso relacionamento”, fala, ao lembrar das novas responsabilidades que os terminais locais devem ter.

Além da preocupação com o meio ambiente, a Codesp e outras empresas do Porto interagem com a comunidade apoiando e patrocinando projetos sociais, culturais, esportivos e de lazer. Somente neste ano, a Autoridade Portuária investe quase R$ 800 mil em programas implantados na Baixada Santista e que visam o desenvolvimento social de pessoas carentes, divulgam a cultura regional e protegem espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção.

Projetos

Neste ano, há seis iniciativas patrocinadas pela Codesp visando o bom relacionamento com a comunidade. São elas: a Descida das Escadas de Santos, prova esportiva de destaque nacional, realizada nas escadarias do Monte Serrat; o projeto social Guerreiros Sem Armas, voltado ao desenvolvimento de lideranças entre jovens carentes; a Orquestra do Porto de Santos; o Santos Jazz Festival; o Festival de Cenas Teatrais (Fescete), que chega a sua 19ª edição; e o projeto Mantas do Brasil, o primeiro programa ambiental que recebe apoio da Docas.

Sobre a decisão de ajudar o Mantas do Brasil, que promove a preservação e a pesquisa científica sobre a raia manta gigante, espécie em extinção, o presidente da companhia, Angelino Caputo, destaca a importância de ações voltadas ao ecossistema. “O meio ambiente tem relação direta com a qualidade de vida”, afirma.

Fonte: A Tribuna