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Com granéis, movimento de portos no País cresce 1,6%

Os portos do Brasil aumentaram em 1,6% suas movimentações de carga no segundo trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período do exercício anterior. Ao todo, foram transportadas 231,1 milhões de toneladas pelos complexos organizados e pelos terminais privativos. Nesse cenário, o Porto de Santos foi destaque em relação ao embarque e ao desembarque de contêineres, soja e açúcar. Os dados integram o balanço divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Segundo o levantamento da agência reguladora, os granéis sólidos tiveram um crescimento de 1,4% entre abril e junho últimos, somando 143,7 milhões de toneladas. Já os líquidos sofreram um incremento mais tímido, de 0,5%, totalizando 53,5 milhões de toneladas.

No segmento de carga geral (solta e conteinerizada), foram movimentadas 33,9 milhões de toneladas. O volume é 4,2% maior do que o observado [TEXTO]no segundo trimestre de 2012. Analisando apenas a carga geral solta, foram 9,7 milhões de toneladas, uma alta de 15,9%.

Na comparação entre os portos organizados e os terminais privativos, os complexos aparecem na frente com um aumento de 9,6%, enquanto as instalações apresentaram uma redução de 2,6%. A diferença ocorre devido ao tipo de produto movimentado, explicou o gerente de Gestão e Desempenho Portuário da Antaq, Fernando Serra.

Segundo o gerente, os portos, por concentrarem grande parte do transporte de cargas agropecuárias, como a soja e o açúcar, acompanharam o bom desempenho desses produtos. Já os terminais privados, por operarem principalmente combustíveis e minério de ferro (70% de suas cargas), padeceram das perdas dos mercados desses artigos.

No Porto de Santos, a operação de contêineres apresentou um crescimento de 15,2%, segundo a Antaq
No Porto de Santos, a operação de contêineres apresentou um crescimento de 15,2%, segundo a Antaq

Liderança santista

Entre os complexos com desempenho positivo no período, Santos aparece no topo da lista, com crescimento de 15,2% na movimentação de contêineres, 28,8% na de soja e 37,5% na de açúcar. As commodities registraram volumes recorde no complexo. Já o incremento no transporte dos contenedores pode ser atribuído ao recebimento de cargueiros cada vez maiores, devido às obras de dragagem, que ampliaram a profundidade do canal de navegação do complexo santista.

No âmbito geral, a operação de contêineres teve alta de 5,7% na contagem em TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Além de Santos, que teve uma participação de 19,7% nesse mercado, se destacaram Itaguaí, no Rio de Janeiro, com 13%, e Salvador, na Bahia, com 11,2%.

Privados

Apesar dos portos organizados terem se sobressaído com os aumentos de suas atividades, os privativos permanecem como os principais responsáveis pela tonelagem transportada no Brasil, apontou a Antaq.

Entre abril e junho, os terminais privados detiveram 62,7% da movimentação total, contra 37,3% dos portos organizados. O motivo é a forte participação do minério de ferro e de combustíveis, óleos minerais e outros derivados do petróleo na operação dessas instalações, apesar da queda registrada no trimestre.

Ao todo, as instalações privadas escoaram 144,8 milhões de toneladas no segundo trimestre, uma redução de 2,6% frente a igual período de 2012. Os dez principais terminais concentraram 71,4% das cargas, com destaque para duas instalações da Vale, a de Tubarão (ES) e a de Ponta da Madeira, próxima a Itaqui (PA). As cargas mais movimentadas foram: minério de ferro, combustíveis e óleos minerais, bauxita, soja, carvão mineral e produtos siderúrgicos.

Fonte: A Tribuna