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Companhia Docas propõe prorrogar acordo coletivo

Categoria decidirá nesta terça, em assembleia, se a greve prevista para quarta-feira será mantida

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) propôs a prorrogação do acordo coletivo dos portuários por 30 dias. Diante disso, a categoria decidirá, nesta terça-feira (28), em assembleia, se a greve prevista para quarta-feira (29) será mantida.

“Recebemos o ofício, mas tudo depende do que a categoria vai votar nesta terça. Por enquanto, as chances são grandes de suspender o movimento, já que ganhamos tempo para negociar”, afirmou o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos.

“Esperamos que até o dia 30 de junho tenha-se chegado a um acordo satisfatório para ambas as partes”, declarou o diretor de Administração e Finanças da Codesp, Fernando Biral.

Segundo Cirino, caso a paralisação seja confirmada nesta terça, às 20h, o plano dos funcionários da Docas é impedir a entrada e saída de navios no Porto. A medida já preocupa usuários do cais santista, que temem atrasos nas atracações e nas desatracações de navios e consequentes prejuízos nos próximos dias.

Segundo o líder sindical, a entidade pretende manter o contingente mínimo de 30% de trabalhadores em departamentos “que não podem parar”. É o caso dos setores responsáveis pela atracação de navios, pela Guarda Portuária e pelo fornecimento de energia elétrica na Usina Hidrelétrica de Itatinga.

Tudo isso aconteceu após a proposta de reajuste salarial encaminhada pela direção da Codesp. Na visão dos trabalhadores, a Codesp não garantiu a data base da categoria e nem ofereceu uma proposta de acordo coletivo que reduza benefícios já praticados.

Fonte: A Tribuna