O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, deixará o cargo em meio à polêmica em torno da proposta do governo de criar novo imposto sobre transações financeiras na reforma tributária.
Em nota, o Ministério da Economia informou, ontem, que o cargo será ocupado interinamente pelo auditor fiscal José de Assis Ferraz Neto, e destacou que ainda “não há um projeto de reforma tributária finalizado”. “A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento”, afirmou o comunicado.
“A proposta somente será divulgada depois do aval do ministro Paulo Guedes e do presidente da República, Jair Bolsonaro”, ressalta a nota.
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) confirmou, ontem, nas redes sociais, que a criação de novo tributo nos moldes da extinta CPMF “derrubou” Cintra do cargo de secretário da Receita Federal. Segundo Bolsonaro, o ministro da Economia exonerou, “a pedido”, Cintra por “divergências no projeto da reforma tributária”. O presidente afirmou ter determinado a exclusão, do projeto para reforma tributária, “da recriação da CPMF ou aumento da carga tributária”. A nova CPMF proposta por Cintra teria arrecadado R$ 310 bilhões em 2018 só com cobrança de 0,2% sobre operações com cartões de débito e crédito.
Fonte: DCI