A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) iniciou na última segunda-feira a análise das planilhas de custos apresentadas pela firma dinamarquesa Rohde Nielsen. A empresa foi a primeira colocada no pregão eletrônico realizado há 10 dias para escolher a empresa responsável pela dragagem de manutenção dos trechos 2, 3 e 4 (do Entreposto de Pesca até a Alemoa) do Porto de Santos. Caso os valores sejam aprovados, ela será declarada vencedora do certame.
De acordo com a estatal, apesar do assunto ser tratado como prioridade, não há prazo, para que essa análise seja concluída. A Rohde Nielsen cobrou R$ 13,8 milhões pelo serviço e, conforme as regras de praxe, após concluída a etapa de apresentação de propostas, a de menor custo (primeira colocada) precisa comprovar os gastos em um prazo de 10 dias.
Durante esse período, o certame também pode ser suspenso, caso algum outro licitante se sinta prejudicado com o resultado da concorrência pública. Participaram da disputa a holandesa Van Oord, que apresentou a proposta de R$ 21 milhões, e a belga Jan de Nul, com o preço de R$ 22,3 milhões. Caso a primeira colocada não tivesse apresentado as planilhas de custo no prazo estabelecido, ela seria automaticamente substituída pelas demais interessadas.
Profundidade
O serviço contratado tem como objetivo garantir a profundidade do estuário até que a Secretaria de Portos (SEP) tenha sucesso na licitação para obra, que fracassou duas vezes. Os trabalhos visam manter a profundidade do Estuário que, devido à corrente das marés, sofre assoreamento.
Há duas semanas, a Marinha do Brasil identificou, inclusive, que o Trecho 2 (Entreposto de Pesca até as Torres de Energia) do Estuário perdeu 20 centímetros, uma vez que não houve dragagem de manutenção na área nos últimos meses.
Fonte: A Tribuna