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Dólar opera em alta após cair abaixo de R$ 4,60

Na segunda-feira (4), a moeda norte-americana caiu 1,27%, para R$ 4,6076 – o menor valor desde o início da pandemia.

O dólar passou a operar em alta nesta terça-feira (5), depois de uma abertura em queda, quando chegou a ser negociado abaixo de R$ 4,60.

Às 10h49, a moeda norte-americana era vendida a R$ 4,6258, em alta de 0,39%. Na abertura, chegou a R$ 4,5833. Veja mais cotações.

Na segunda-feira, o dólar fechou em queda de R$ 1,27%, vendido a R$ 4,6076 – o menor valor desde 4 de março de 2020 (R$ 4,5806). Com o resultado, acumula queda de 3,19% no mês e de 17,35% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

No exterior, os preços do petróleo sobem, diante da perspectiva de mais sanções contra a Rússia , grande exportadora da commodity.

“Todo mundo está apenas pensando sobre o que vem a seguir em termos de sanções à Rússia, haverá realmente discussões significativas sobre a proibição das importações europeias de petróleo e carvão russos?”, questionou Danni Hewson, analista financeira da AJ Bell, segundo a Reuters.

A União Europeia provavelmente adotará uma nova rodada de sanções contra a Rússia, enquanto os Estados Unidos também planejam novas medidas nesta semana para punir Moscou por assassinatos de civis na Ucrânia.

Por aqui, a agenda da semana inclui a divulgação da inflação oficial de março. Por conta da greve dos servidores do Banco Central, não foi divulgado nesta semana o boletim Focus, com as (estimativas do mercado para inflação, PIB, taxa de juros e câmbio.

O recuo do dólar frente ao real em 2022 tem sido favorecido pela disparada nos preços das commodities e juros em patamares mais elevados no Brasil. O Brasil possui atualmente a segunda maior taxa de juros reais no mundo, atrás somente da Rússia.

O movimento do dólar nas últimas semanas também é um reflexo do maior fluxo de capital estrangeiro para o país devido ao diferencial de juros com o exterior e perspectiva de que o Banco Central irá promover novas elevações na taxa Selic para tentar controlar a inflação. Juros mais altos no Brasil tornam a moeda local mais interessante para investidores que buscam rendimento em ativos mais arriscados.

Em relatório, a XP avaliou que “o câmbio valorizado não evita alta da inflação”. A instituição passou a projetar IPCA de 7% em 2022 e Selic subindo até 12,75% ao ano.

“A apreciação do câmbio é respaldada por fundamentos e pode continuar no curto prazo. Mas há riscos adiante”, destacou, ao reduzir a projeção para o dólar no final deste ano de R$ 5,20 para R$ 5.

Fonte: G1 Economia