Na sexta-feira, moeda norte-americana fechou em alta de 1,21%, cotada a R$ 5,1271.
O dólar opera em queda nesta segunda-feira (14), com investidores à espera das decisões de política de juros de quarta-feira do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central do Brasil.
Às 11h07, a moeda norte-americana caía 0,89%, cotada a R$ 5,0817. Veja mais cotações
Na sexta-feira, o dólar fechou em alta de 1,21%, a R$ 5,1271. No acumulado no mês, ainda tem recuo de 1,86e no ano, de 1,16%.
Cenário
Na agenda de indicadores, o Banco Central mostrou nesta segunda que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) da instituição, considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), teve alta de 0,44% em abril, na comparação com março.
Na cena externa, as atenções seguem voltadas para a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). O órgão inicia nesta terça-feira a sua reunião de dois dias. Dados recentes indicando alta da inflação levantaram preocupações de que as pressões de preços após a reabertura econômica podem forçar as autoridades a reduzir mais cedo o estímulo. A expectativa, entretanto, é de que o BC dos EUA não dará qualquer mudança por ora.
Em uma pesquisa da Reuters na semana passada, a maioria dos economistas afirmou esperar que o banco central demore pelo menos até agosto para sinalizar um cronograma de redução gradual dos estímulos, sem reduções reais até o início do próximo ano.
No Brasil, a taxa de juros está atualmente em 3,5% ao ano e a expectativa do mercado é que o BC anunciará o terceiro aumento consecutivo de 0,75 ponto percentual na taxa Selic, após a inflação ter disparado para 8,06% no acumulado em 12 meses até maio.
Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a expectativa para este ano subiu de 5,44% para 5,82%. No caso do Produto Interno Bruto de 2021, os economistas subiram a estimativa para o crescimento de 4,36% para 4,85%. Já a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 recuou de R$ 5,30 para R$ 5,18. Para o fim de 2022, caiu de R$ 5,30 para R$ 5,20 por dólar.
Um cenário doméstico de juros mais altos tende a favorecer o real, segundo especialistas, uma vez que torna investimentos locais atrelados à Selic mais atraentes para o investidor estrangeiro.
Fonte: G1 Economia