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Dólar recua com alívio externo

No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 1,24%, vendida a R$ 3,7422.

O dólar opera em queda nesta quinta-feira (25), em sintonia com o movimento no exterior, onde as moedas emergentes se recuperam do tombo da véspera, e com investidores aguardando a divulgação de mais uma pesquisa de intenção de voto à Presidência da República do Datafolha após o fechamento.

Às 10h38, a moeda norte-americana caía 0,34%, vendida a R$ 3,7289. Veja mais cotações.

“A realização de lucros perde força no contexto internacional, dadas as oportunidades surgidas com as fortes quedas dos últimos dias, porém isso não significa que esteja decretado o fim da correção”, comentou à Reuters o economista-chefe da gestora Infinity, Jason Vieira, em relatório.

“Os fatores que deram o tom das tensões dos últimos dias continuam os mesmos”, acrescentou ao citar, entre outras coisas, preocupações com o Orçamento da Itália, crescimento da China, isolamento da Arábia Saudita e aumento de juros pelo Federal Reserve.

Essas preocupações ganharam na véspera ainda o reforço com envio de pacotes com supostos explosivos a lideranças democratas, a poucos dias das eleições parlamentares nos Estados Unidos, o que amplificou a fuga do risco na quarta-feira.

Nesta manhã, o aumento acima do previsto das encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos acabou levando o dólar aqui a bater a máxima da sessão, já que dá justificativa para o banco central dos Estados Unidos continuar em sua trajetória de aperto monetário.

O indicador mostrou alta de 0,8% em setembro, ante previsão de queda de 1% dos economistas ouvidos pela Reuters.

O dólar lá fora, no entanto, recuava ante a cesta de moedas e ante divisas de países emergentes, como o peso chileno e a lira turca.

Internamente, os investidores acompanham o noticiário político, em dia de nova pesquisa de intenção de voto, do Datafolha, após o fechamento do mercado.

Os investidores monitoram o noticiário político, sobretudo em busca de informações “positivas” sobre o provável novo governo, no que diz respeito, principalmente, ao ajuste fiscal.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de novembro, no total de US$ 8,027 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 1,24%, vendida a R$ 3,7422.

Perda de força

O dólar, que chegou a bater recorde do Plano Real em 13 de setembro, a R$ 4,1952, passou a perder força e caiu abaixo de R$ 3,70, acumulando no mês até esta quinta-feira queda preliminar de pouco mais de 8%, segundo cotação do ValorPro. No ano, no entanto, a alta acumulada é de mais de 11%.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 recuou de R$ 3,81 para R$ 3,75 por dólar, segundo previsão de analistas de instituições financeiras divulgada por meio de boletim de mercado pelo Banco Central nesta semana. Para o fechamento de 2019, permaneceu estável em R$ 3,80 por dólar.

Fonte: G1 Economia