O dólar comercial fechou hoje em alta de 0,46%, a R$ 3,756 na venda, interrompendo uma sequência de quatro quedas seguidas. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou com leve recuo de 0,1%, a 103.802,69 pontos, na terceira desvalorização consecutiva. É o menor nível da Bolsa em mais de uma semana, desde 4 de julho (103.636,17 pontos). O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.
Reforma da Previdência
O mercado ainda repercutia a aprovação do texto principal da reforma da Previdência na Câmara, na semana passada, as alterações feitas pelo plenário da Casa e a decisão de adiar para agosto a votação da proposta em segundo turno. Inicialmente, a intenção do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), era votar em segundo turno antes do início do recesso parlamentar, em 18 de julho. Apesar do adiamento, investidores veem com bons olhos a estimativa do governo de que a reforma deve gerar economia de cerca de R$ 900 bilhões em dez anos. O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, estima que a (Proposta de Emenda à Constituição) será analisada em segundo turno pela Câmara no dia 6 de agosto e que a matéria será aprovada pelo Senado até setembro. A presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Simone Tebet (MDB-SM), disse hoje que a tramitação na Casa deve durar cerca de 60 dias.
Cenário externo Com o noticiário ligado à reforma em pausa até agosto, agentes financeiros se voltaram para outras matérias econômicas sendo tocadas pelo governo e também para o exterior. Nesta segunda-feira, havia sentimento de alívio no exterior após dados sobre a economia chinesa ajudarem a amenizar temores sobre uma desaceleração na economia do país. O ritmo de crescimento no segundo trimestre foi o mais lento em ao menos 27 anos, mas em linha com as expectativas. Além disso, dados de produção industrial e vendas no varejo em junho superaram as expectativas.
O mercado também segue apostando que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) deve cortar as taxas de juros em breve. Juros mais baixos tendem a atrair para outros países, como o Brasil, recursos hoje investidos nos EUA.
Fonte: Uol SP