Para gerente comercial da companhia, essas soluções podem ajudar nos gargalos de infraestrutura do País
A Equiport, representante oficial da Terex Port Solutions, principal equipamento para manuseio de contêineres nos terminais de meio e pequeno porte e o melhor suporte nos terminais mais desenvolvidos, acredita que os novos equipamentos e tecnologias podem ajudar no que se refere aos gargalos de infraestrutura do País. “Esses equipamentos ajudam sim, e muito, dando agilidade e segurança na cadeia logística dentro dos terminais”, explica Diogo Fontes, Gerente comercial da Equiport.
Para Fontes, as novas tecnologias ajudam desde a sua chegada em 1995 e até hoje continuam ajudando no desenvolvimento dos portos e terminais, “pois é um equipamento simples porém muito versátil podendo trabalhar no manuseio de contêineres com carga solta em geral”.
Porém, ele ressalta que caso não haja uma manutenção adequada pode atrapalhar nas operações. “Como qualquer máquina, sofre o desgaste natural nas operações. O segredo é mantê-los em dia e isso faz parte de nosso objetivo como representantes da marca líder no mercado”, completa.
Com a maior frota de Reach Stackers em operação no Brasil, com mais de 460 Reach Stackers em quase 100 clientes distribuídos em todo o território nacional de norte a sul do País, Fontes destaca que algumas melhorias ainda precisam ser feitas para que o Brasil se torne competitivo frente a outros países.
Entre ações necessárias para esse avanço, o gerente comercial cita a melhora nos gargalos logísticos nas estradas de acesso aos portos, desenvolvimento dos transportes alternativos como ferroviário e aquaviário, a redução da burocracia nos processos de importação e exportação e “por último e para acompanhar o cenário nacional, diminuir a corrupção”.
Para ele, era claro que 2015 seria um ano difícil e isso foi confirmado. “No primeiro trimestre, no entanto estamos percebendo algumas melhoras nas intenções de compra”, destaca. O número um da Europa, o mais importante porto da região, Rotterdam se desenvolveu extraordinariamente, funcionando quase que completamente a base de tecnologia. Com uma infraestrutura completa e tecnologias de ponta, ele faz parte de 500 linhas de tráfego de navios, que se conectam com cerca de outros mil portos.
Segundo o gerente da Equiport, será muito difícil chegarmos ao nível de Roterdã da noite para o dia “teríamos que ter um esforço conjunto entre o governo e o privativo e ainda assim vai nos levar alguns anos. Em alguns portos do País já tem terminais bem desenvolvidos com tecnologia de ponta, não ao nível de Roterdã, mas com uma produtividade muito boa”.
Sobre a mão de obra capacitada no País, o executivo acredita que realmente existe uma falta de mão de obra capacitada, “o que dificulta o investimento para o aumento da estrutura”.
Fonte: Guia Marítimo