Dólar encerrou cotado a R$ 3,73, com a cautela pesando diante de indefinições sobre segundo turno
Ibovespa fechou abaixo dos 104 mil pontos.
A onda otimista que antecedeu a votação da reforma da Previdência na Câmara não durou até o fim da semana. O principal índice da ações da B3 voltou abaixo dos 104 mil pontos, em mais um dia de realização de lucros. Também pesou o pessimismo diante da chance de que a votação em segundo turno fique para agosto, após o recesso parlamentar.
O Ibovespa caiu 1,18%, a 103.905 pontos nesta sexta, puxado pela forte queda do setor bancário. Com isso, o indicador acumulou uma desvalorização de 1,80% nas últimas duas sessões. Na semana, o índice recuou 0,17%.
Já o dólar fechou em queda nesta sexta, no menor nível em cinco meses, com o mercado atento à definição sobre o cronograma de votação da proposta de reforma da Previdência na Câmara. A moeda recuou 0,33%, a 3,7393 reais na venda, menor valor de fechamento desde o dia 27 de fevereiro. Na mínima do dia, a cotação chegou a 3,7304 reais e, na máxima, tocou 3,7643 reais.
Incerteza sobre data do 2º turno pesou
Parlamentares que acompanhavam de perto as negociações sobre a proposta avaliaram que a votação do primeiro turno da reforma da Previdência tem chances de não ser concluída ainda nesta sexta-feira, apesar dos esforços do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Mais cedo, ele disse que não adianta correr, colocando em risco a aprovação em segundo turno, indicando que a conclusão na Casa pode ficar para agosto.
O governo ainda enfrenta dificuldade para articular os deputados favoráveis à reforma e garantir o quórum em plenário, justamente em um momento em que serão analisadas emendas com grande potencial de desidratar a reforma.
“Estamos próximos da conclusão do processo e até semana que vem dá para encerrar o primeiro turno, vai ficar a dúvida se o segundo turno acontece até quarta-feira ou não”, afirmou à Reuters o economista-chefe do Haitong Brazil, Flávio Serrano.
Fonte: Exame