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Exportações da China aumentam em maio após queda em abril

Vendas ao exterior subiram 1,1% em ritmo anual em maio, depois de uma baixa de 2,7% em abril. Mas importações têm maior queda em 3 anos.

 

As exportações da China aumentaram em maio, após a queda registrada em abril, em um contexto de endurecimento da guerra comercial com Washington, de acordo com números oficiais divulgados nesta segunda-feira (10).

 

As vendas de China ao exterior subiram 1,1% em ritmo anual em maio, depois de uma baixa de 2,7% em abril.

 

No mesmo período, as importações registraram forte queda de 8,5%, após um avanço de 4% no mês anterior, anunciou a Alfândega. Trata-se da queda mais forte desde julho de 2016.

 

Desta maneira, o excedente comercial da segunda maior economia do mundo registrou forte alta em maio na comparação com o mês anterior (41,65 bilhões de dólares, contra US$ 13,8 bilhões em abril).

 

“Esperamos que o crescimento das exportações permaneça positivo em junho, provavelmente sustentado pelo embarque antecipado de exportações para os EUA, mas deve então cair no terceiro trimestre, quando esperamos que as tarifas ameaçadas sejam adotadas”, disseram economistas do Nomura.

 

A tensão comercial entre Estados Unidos e China aumentou nas últimas semanas.

 

No dia 1 de junho, a China adotou novas tarifas sobre mais de 5.000 produtos americanos por um valor de 60 bilhões de dólares, em resposta a uma medida similar anunciada pelo governo dos Estados Unidos no início de maio.

 

O novo pacote de tarifas de Pequim, de até 25%, afeta produtos cosméticos, artigos de cozinha e esportivos, além de pianos, preservativos e alguns brinquedos.

 

Apesar da crise, o presidente americano Donald Trump ameaçou aumentar as tarifas de quase todas as importações procedentes da China.

 

Trump, no entanto, não descartou a possibilidade de um encontro com o presidente chinês Xi Jingping durante a reunião de cúpula do G20, que acontecerá no Japão nos dias 28 e 29 de junho.

 

“Me reunirei com o presidente Xi, veremos o que acontece”, declarou Trump na quinta-feira.

 

Washington pretende reduzir o gigantesco déficit comercial com Pequim e deseja obter da China compromissos sobre o respeito da propriedade intelectual, assim como sobre o fim das transferências de tecnologia forçadas ou o abandono dos subsídios para as empresas estatais.

 

Fonte: G1