O complexo conta com seis faroletes: quatro em Santos e dois em Guarujá
Um dos fatores essenciais para um porto é garantir a segurança no tráfego de embarcações em seus acessos aquaviários. No Porto de Santos, há um conjunto de equipamentos utilizados para esse fim, orientando a navegação dos navios que chegam e partem do complexo santista, os faroletes da Marinha.
Esses equipamentos são sinalizadores náuticos, que auxiliam nas manobras dos cargueiros, demarcando os limites da área de navegação do canal e as regiões de manobra. Eles orientam os comandantes reduzindo o risco de danos, tanto aos navios e às cargas como ao próprio meio ambiente (em acidentes, há sempre a possibilidade de vazamento de óleo e outros produtos no mar). Com isso, diminuem os custos dos seguros marítimos.
No complexo santista, estão instalados seis faroletes: quatro em Santos e dois em Guarujá. Esses equipamentos foram construídos pela Marinha do Brasil há quase cinco décadas. Antes de sua implantação, sem algo que indicasse aos navios a melhor rota para entrar e sair do Porto, os acidentes eram comuns.
Apesar de antigos, os faroletes são considerados sistemas completos de sinalização, uma vez que, segundo especialistas, é muito mais rápido se alinhar a ele visualmente do que por computador, uma vez que o equipamento eletrônico pode falhar.
Os faroletes são utilizados em dupla. O navegador deve posicionar seu navio de modo a vê-los alinhados. Nessa situação, sabe que está na direção correta.
No complexo santista, o primeiro conjunto desses equipamentos é denominado Alfa. Pintados com listras horizontais vermelhas e brancas, eles ficam nas proximidades do Canal 4 e têm 17 metros de altura. Uma torre está em terra (no jardim da Praia do Boqueirão) e outra, no mar.
O segundo conjunto, batizado como Bravo, está instalado no Canal 6. As torres são semelhantes às do primeiro conjunto, mas as listras são pretas e brancas. Já o terceiro grupo, Charlie, foi construído nas proximidades do Iate Clube de Santos, em Guarujá. Eles alertam para a direção do tráfego de embarcações no canal do Porto.
A diferença de um farolete para um farol é seu alcance luminoso (até onde sua luz pode ser vista). Os primeiros podem ser observados a 10 milhas náuticas (cerca de 18 quilômetros) de distância, no máximo. Os segundos são mais potentes, sendo vistos de locais mais distantes.
Fonte: A Tribuna.