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Federação de petroleiros recomenda suspensão temporária de greve

Sindicatos realizarão assembleias em todo o país nesta quinta-feira (20). Segundo FUP, greve será retomada caso não haja avanços em mediação marcada para sexta-feira (21) no TST.

 

O conselho deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne direções sindicais de todo o país, decidiu recomendar a suspensão provisória da greve. A interrupção da paralisação ainda precisa ser votada nesta quinta-feira (20) em assembleias a serem realizadas pelos sindicatos locais até às 15h.

O objetivo da suspensão temporária é, segundo nota divulgada pela federação, permitir que a comissão de negociação da entidade participe na sexta-feira (21) de uma reunião de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), com representantes do Ministério Público do Trabalho.

“O indicativo destaca ainda que a greve será retomada, caso não haja avanços na mediação feita pelo Tribunal”, afirmou a FUP em nota divulgada na noite desta quarta-feira (19).

A reunião de mediação entre a Petrobras e petroleiros prevista para sexta-feira foi marcada pelo ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, do TST. Mas foi condicionada à suspensão da greve, que começou no dia 1º de fevereiro.

A greve dos petroleiros entrou nesta quinta em seu 20° dia. Segundo a FUP, a paralisação é a maior greve que a categoria já realizou desde maio de 1995.

A reunião no TST é uma chance de resolver a controvérsia entre trabalhadores e empregados antes do julgamento definitivo do caso no tribunal, marcado para o dia 9 de março.

No dia 17, Ives Gandra considerou a greve dos petroleiros ‘ilegal’, atendendo a pedido da Petrobras. Ele autorizou ainda que a estatal tome “medidas administrativas cabíveis”, como corte de salários, sanções disciplinares e demissão por justa causa. Os petroleiros, no entanto, decidiram recorrer e manter a greve.

Na terça-feira, a desembargadora Rosalie Michaele Bacila Batista, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região, determinou a suspensão da demissão dos trabalhadores da subsidiária da Petrobras Araucária Nitrogenados (Ansa), em Araucária (PR), que motivou o início da greve dos petroleiros.

 

Fonte: G1 Economia