Banner página

Notícias

Notícias

Governo barra inspeções para cabos do Google

Os trabalhos iniciais para a instalação dos cabos submarinos de fibra ótica que ligarão Praia Grande à cidade de Boca Ratton, nos Estados Unidos, que começariam nesta sexta-feira (20), na costa da Baixada Santista, não poderão acontecer. Por conta de problemas de documentação, a operação foi barrada pelo Centro de Hidrografia da Marinha(CHM).

O conjunto de seis pares de cabos, com 10.556 quilômetros de extensão, será instalado pela multinacional norte-americana de serviços online e software Google, para melhorar a estrutura de internet disponível aos usuários da América Latina. O custo é de cerca de US$ 400 milhões.

Os cabos vão sair de Praia Grande, avançar para alto mar até uma região a 325 quilômetros da costa e, desse ponto, seguir para o norte contornando o litoral brasileiro (passando por Fortaleza, no Ceará). Esse trajeto é mantido até passar pelo norte da América do Sul, quando segue em linha reta até Boca Ratton.

A instalação será feita em parceria com as empresas de telecomunicações Algar Telecom (Brasil), Angola Cables (Angola) e Antel (Uruguai). O projeto será implantado pela TE Connectivity SubCom. Segundo comunicado emitido por essa última firma, trabalhos de pesquisa necessários para o início da instalação começariam sexta-feira(20) e durariam até o final do próximo mês.

Esses estudos envolvem um levantamento das profundidades do mar, a avaliação de seu fundo e de possíveis obstáculos à colocação dos cabos, como elevações, rochas, corais e canais e, ainda, a verificação da presença de dutos, estacas e sucatas. Eles seriam feitos por um navio especializado.

Para realizar essa inspeção, a TE Connectivity SubCom pediu que embarcações de pesca mantivessem distância de meio metro do navio de pesquisa. Já durante a instalação dos cabos, que deve acontecer em meados deste ano, a proposta é que os barcos pesqueiros passem a pelo menos um metro de distância das boias que irão sinalizar o serviço.

Negativa

Conforme apurou A Tribuna, o pedido para a realização das inspeções subaquáticas foi feito pela empresa EGS Soluções em Geociências Marinhas ao CHM. O pleito se refere aos trabalhos em Praia Grande e nas proximidades da Praia do Futuro, em Fortaleza.

Mas como os trabalhos foram contratados por empresas estrangeiras, a firma precisava cumprir exigências determinadas pelo Ministério da Defesa. Elas incluem a apresentação de uma série de documentos, o que não aconteceu. Por isso, em 7 de janeiro último, os trabalhos foram barrados pelo Centro de Hidrografia da Marinha.

A Reportagem tentou contato com a EGS Soluções em Geociências Marinha e com a TE Connectivity SubCom. No entanto, até o fechamento da edição, nenhuma das empresas se posicionou sobre as pesquisas subaquáticas.

Fonte: A Tribuna