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Grãos devem atingir 211 milhões de toneladas na safra 2015/16

Em seu terceiro levantamento, a Conab aumentou a previsão de produção, especialmente da soja, tanto em volume produzido quanto em área de plantio

A terceira previsão de estimativa para a safra de grãos de 2105/2016, elaborada pela a Conab (Cooperativa Nacional de Abastecimento), entidade submetida ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, revela que a soja é o produto com maior crescimento absoluto no período. De acordo com a cooperativa, que coordena a estruturação de mercados atacadistas de produtos alimentares de todo o Brasil, o aumento esperado é de 6,2 milhões de toneladas sobre o total da produção no ano passado, ou seja: 6,5% de crescimento na produção total do país.

Produção x área de plantio

O estudo da Conab indica que a produção total estimada para a safra 2015/16 seja de 211 milhões de toneladas, 3,2 milhões – ou 1,5% – a mais do que a safra 2014/2015, que produziu 207,8 milhões de toneladas. Produtos como o milho primeira safra e o algodão têm estimativa de queda, em decorrência da pela redução da área plantada. Em contrapartida, o feijão, mesmo tendo também uma queda na área de plantio (2,1% ou 21,9 mil hectares a menos), registrou aumento de produção. Já o milho de primeira safra, mais uma vez, tem expectativa de redução de 6,7% na área (413,6 mil hectares), ficando em 5,7 milhões de ha.
A soja, plantada em mais de 56% da área cultivada do país, permanece como principal produto na relação que soma o aumento da metragem plantada, com um crescimento de 3,4% (1,1 milhão de ha). Hoje se plantam no Brasil 33,2 milhões de ha da oleaginosa.

Crescimento e concorrência, nas projeções da Anec

No final de novembro, a Anec (Associação Nacional de Exportadores de Cereais) havia projetado um aumento de 5,2% sobre as exportações de soja em 2016 (de 52 para 57 milhões de toneladas), apesar da perspectiva de maior concorrência dos Estados Unidos e da Argentina ao longo da temporada 2015/16, uma vez que a equipe do novo presidente eleito, Mauricio Macri, já anunciou que irá reduzir gradativamente as tarifas para a soja, de modo a fazer o país ganhar participação no comércio global da commodity.

De acordo com o diretor geral da Anec, Sérgio Mendes, o real fraco e a produção maior devem contribuir para o melhorar os resultados, e consolidar o Brasil como fornecedor internacional de grãos, especialmente para a China, que “vem comprando do Brasil um porcentual cada vez mais significativo”. Ele disse também que, embora a concorrência seja uma realidade, “na exportação, é a continuidade que cria uma boa oportunidade, e o Brasil já se tornou um exportador confiável de soja e de milho também”.

O presidente da Anec, Luis Barbieri, destacou a necessidade da busca por eficiência de produtores e exportadores para enfrentar um cenário de recomposição dos estoques no mundo. “Temos competidores, a Argentina e os Estados Unidos, e precisamos ser mais eficientes que eles para ser o maior produtor e ter um crescimento superior ao que os EUA atingirem”, disse Barbieri, lembrando que, em 1965, quando a associação foi fundada, o Brasil exportava 2 milhões de toneladas de grãos e derivados e que, em 2015, as exportações de soja, milho e farelo devem atingir 96 milhões de toneladas, no cálculo da associação. “Estamos aqui porque muita gente empreendeu e foi eficiente para produzir grãos no Brasil”, concluiu.

Exportação em contêineres

No início de outubro, o Tecon Rio Grande registrou o embarque de mil toneladas de soja brasileira, por meio de parcerias firmadas para estufagem de grãos em Cruz Alta (RS). Os 80 Teus movimentados para a Louis Dreyfus Commodities somaram 1000 toneladas, e tiveram como destino a Ásia.
Na movimentação acumulada do ano, o Tecon chegou a 2.674 Teus de grãos, e prevê que o número continue a crescer no próximo ano, graças à movimentação de novas cargas conteineirizadas em Cruz Alta. “O Tecon Rio Grande tem trabalhado para o embarque de novas cargas agrícolas. Neste ano, trabalhamos com soja, farelo de soja e trigo ração para diversos destinos, com embarques regulares. Para 2016 a perspectiva é que possamos manter e até ampliar os embarques nestes mesmos moldes”, contou Thierry Rios, diretor comercial do Tecon Rio Grande.

O transporte em contêineres facilita o acesso a mercados que trabalham com volumes menores, simplificando a distribuição, e reduzindo custos, além de gerar mais aproveitamento dos grãos, uma vez que eles sofrem menos alterações por condições climáticas ou processos ligados ao manuseio da carga.

Empresa subsidiária do Grupo Wilson Sons, o Tecon Rio Grande do Sul está em atividade no Porto de Rio Grande desde 1997, quando venceu a licitação para administrar o terminal de contêineres, atendendo cerca de três mil importadores e exportadores. A Wilson Sons, por sua vez, tem mais de 175 anos de tradição no segmento e é a terceira maior operadora de terminais de contêineres do Brasil, operando também o Terminal de Salvador.

Fonte: Guia Marítimo