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Ibovespa desce aos 101 mil pontos, com aversão a risco subindo por conta da crise bancária dos EUA

Na véspera, o principal índice do mercado de ações brasileiro caiu 0,18%, aos 102.932 pontos.

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, abriu novamente em queda nesta quarta-feira (15), com investidores voltando a ficar receosos com os efeitos da crise bancária nos Estados Unidos.

Às 10h30, o índice recuava 1,82%, aos 101.058 pontos. Veja mais cotações.

Na segunda, o Ibovespa teve queda de 0,18%, aos 102.932 pontos. Com o resultado, o índice passou a acumular quedas de 1,91% no mês e de 6,20% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

As medidas das autoridades americanas e as garantias dos governos sobre a solidez do sistema bancário após a falência do banco californiano Silicon Valley Bank (SVB) conseguiram estabilizar um pouco os mercados na terça-feira, mas a situação continua frágil.

O impacto do fim do SVB ainda não está claro, mas especialistas em economia dos EUA afirmam não acreditar que a falência do banco cause um efeito dominó semelhante ao que levou à crise financeira de 2008.

Mas os investidores voltaram a fugir para ativos seguros após temores sobre o banco Credit Suisse ressuscitarem medos mais amplos sobre o setor financeiro internacional. Os papéis do banco estavam em queda livre de mais de 20% na Bolsa suíça, depois que o principal acionista saudita anunciou que não vai apoiar a instituição com um aumento de sua participação no capital.

Na Europa, as ações foram às mínimas do ano, puxadas por um momento de realização de lucros, somada à pressão ao setor bancário. Também há um clima de esfriamento do otimismo de que o Federal Reserve possa reduzir o ritmo de alta de juros na próxima semana, na esteira do colapso do Silicon Valley Bank (SVB).

Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do mundo. Isso prejudica os ativos de risco, como o mercado de ações.

Entre os indicadores, o mercado espera resultados da inflação ao produtor e vendas do varejo nos EUA.

Fonte: G1 Economia