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Ibovespa futuro cai com piora da pandemia no Brasil e queda no pré-market nos EUA apesar de pacote de estímulos aprovado

Pré-market mostra desempenho negativo conforme as incertezas no cenário local voltam a pesar.

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta segunda-feira (8) com más notícias relacionadas ao coronavírus no Brasil. Diversos estados registram superlotações em UTIs e falta de leitos hospitalares enquanto a demora na vacinação segue como um grave impasse no combate à pandemia.

Outro fator que prejudica o humor aqui é o desempenho dos índices futuros americanos, que voltam a registrar aversão a risco diante do aumento no rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos com vencimento em 10 anos (está em 1,59% ao ano).

O movimento de alta do rendimento dos títulos ocorre depois da aprovação no Senado dos Estados Unidos do pacote de US$ 1,9 trilhão em estímulos para aquecer a economia após a crise do coronavírus.

Vale destacar que também há um típico movimento de “sobe no boato, cai no fato”. Eram grandes as expectativas para esse projeto, de modo que os investidores compraram ações em Wall Street antecipando a aprovação. Uma vez concretizado o fato, muitos aproveitam para embolsar os lucros obtidos ao longo desse período.

Na pauta política brasileira, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial deve ter seu relatório apresentado na Câmara dos Deputados hoje depois do projeto ter sido aprovado nos dois turnos no Senado na semana passada.

O texto prevê a extensão do pagamento do auxílio emergencial fora do teto de gastos ao limite de R$ 44 bilhões e gatilhos fiscais que podem ser acionados quando as despesas obrigatórias baterem 95% do Orçamento.

Às 9h15 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em abril de 2021 tinha queda de 1,43%, a 113.775 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial opera em alta de 1,00% a R$ 5,7394 na compra e a R$ 5,7404 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em abril registra ganhos de 0,94% a R$ 5,75.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe sete pontos-base a 3,89%, o DI para janeiro de 2023 tem alta de 13 pontos-base a 5,56%, o DI para janeiro de 2025 avança 12 pontos-base a 7,12% e o DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de 10 pontos-base a 7,74%.

Sobre o pacote de estímulos nos EUA, a redação prevê a extensão de benefícios a desempregados de US$ 300 semanais, uma nova rodada de pagamento de auxílio de US$ 1.400 à maioria dos cidadãos americanos, e fundos para governos locais e estaduais.

O plano também libera recursos para a testagem e distribuição de vacinas contra a Covid, auxílio-aluguel para famílias com problemas financeiros e verbas para auxiliar escolas do ensino primário a reabrirem.

A expectativa agora é de que a Câmara, que também é controlada pelos democratas, aprove a legislação nesta semana. A Câmara aprovou uma versão ligeiramente diferente há uma semana. O presidente Joe Biden deve assinar a lei antes de os programas voltados a desempregados expirarem, em 14 de março.

Além disso o valor do barril de petróleo está no radar de investidores, após a Arábia Saudita afirmar que suas unidades petrolíferas foram alvo de ataques por mísseis e drones no domingo (7).

Um porta-voz militar houthi afirmou que é responsável pelos ataques. Na semana passada, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados produtores de petróleo afirmaram que manteriam a produção estável até abril.

Após os ataques, os índices futuros americanos de petróleo WTI subiram 2,22%, a US$ 67,56 o barril, e o barril Brent teve alta de 2,28%, a US$ 70,94. Contudo, o preço recuou após aparente insucesso da empreitada.

Ainda no radar econômico, as exportações da China em fevereiro cresceram a um ritmo recorde em relação ao ano anterior, quando a Covid-19 afetou a segunda maior economia do mundo, mostraram dados da alfândega neste domingo, enquanto as importações subiram com menos força.

As exportações em dólares dispararam 154,9% em fevereiro na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto as importações ganharam 17,3%, ritmo mais forte desde outubro de 2018.

Fonte: Infomoney