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Impasse atrasa liberação de nova via de acesso ao Porto

Previsto para ser entregue até a primeira quinzena do próximo mês, o novo acesso à Margem Esquerda (Guarujá) do Porto de Santos deverá ter a abertura ao tráfego de veículos atrasada. Isto porque, mesmo que a obra esteja pronta, ainda será necessário construir uma faixa de desaceleração na Rodovia Cônego Domênico Rangoni. O problema é que esta pista não estava prevista no orçamento da obra e, agora, não há quem queira ou possa custeá-la.

A alternativa de acesso ao cais, em Guarujá, custou R$ 1,5 milhão e surgiu da necessidade de eliminar as filas de caminhões que se formam, principalmente durante a safra de grãos, na Rua Idalino Pinês (conhecida como a Rua do Adubo) e na rodovia. Um acordo entre os terminais localizados nessa região do Porto permitiu que a obra, fosse paga pela iniciativa privada para agilizá-la. A intervenção é realizada no traçado futuro da fase 2 da Avenida Perimetral da Margem Esquerda.

“Agora, prestes a ser concluída, não podemos abrí-la inteiramente sem a construção dessa faixa”, explica o vice-prefeito Duíno Verri Fernandes, que também é secretário de Infraestrutura e Obras de Guarujá. Segundo ele, o valor para construir essa pista deverá ultrapassar a do novo acesso, uma vez que, obrigatoriamente, precisará ter no mínimo um quilômetro de extensão e seis de largura. “Não estávamos contando com isso”.

Foi a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) que condicionou a abertura da via à ligação da pista com a Domênico Rangoni. Por meio de nota, o órgão afirma que os responsáveis pela obra tinham pleno conhecimento da obrigatoriedade dessa faixa de desaceleração desde o início das tratativas. Inclusive, quando houve a aprovação do projeto funcional, em 7 de março, houve a ressalva da necessidade da construção.

A Agência Reguladora explica ainda que a exigência surge a partir de um parâmetro de segurança, que prevê que os caminhões reduzam a velocidade ao se aproximar de alguma ligação com vias urbanas, como é o caso do novo acesso. De acordo com a Artesp, no trecho há grande movimentação de veículos comerciais, pedestres e ciclistas. “Sem faixa adequada, haverá riscos de atropelamento para a entrada do acesso, de formação de fila e colisões”.

A alternativa, segundo o vice-prefeito, foi relembrar a ajuda prometida pelo Estado há cerca de um ano, quando os congestionamentos em direção ao cais bloqueavam a entrada da cidade. “Eles nos prometeram bancar a obra, mas como não foi preciso, pedi que pudessem fazer essa faixa”, explicou.

Oficialmente, a Secretaria de Transportes e Logística de São Paulo, informa que pode realizar apenas o projeto da faixa de redução. Já a Artesp sugeriu, para a redução de custos, que os responsáveis pelo novo acesso eliminassem uma faixa de rolamento da nova via (após o acesso da rodovia) para poder realizar a faixa de desacelera-ção. O órgão regulador afirmou ainda que a Ecovias, concessionária responsável pelo trecho, não é obrigada a bancar a obra, já que esse tipo de investimento não estava previsto no contrato inicial.

Novo acesso

A pista têm três faixas e ligará a Rodovia Cônego Domênico Rangoni à Avenida Santos Dumont, onde estão os terminais portuários da Margem Esquerda. Segundo estimativas, ela poderá retirar 25% do tráfego de caminhões da Rua do Adubo.

A intenção é que o novo acesso seja preferencial a caminhões que transportam granéis (líquidos e sólidos). No total, são 600 metros de comprimento e 50 metros de largura.

Cerca de 40% do terreno onde ela foi construída pertencem à Dow Química. O restante é de propriedade do Grupo Fassina. As duas empresas receberão cerca de R$ 70 mil de aluguel mensal, custeado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária.

Fonte: A Tribuna