A combinação de demanda interna fraca e dificuldades para exportar, devido à cotação do dólar flutuando na casa dos R$ 3, deve levar as fabricantes de bens de consumo a investir em processos de gestão para tentar escapar do terceiro ano seguido de perdas.
“As empresas têm se mostrado otimistas, porque todo mundo quer que a situação do País melhore, mas os elementos para a retomada real da economia não se confirmaram”, avalia o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Nelson Marconi.
Segundo ele, diferente de 2016, quando a indústria direcionou o excedente de produção à exportação, ajudada por um patamar de câmbio favorável, este ano o real valorizado será prejudicial.
“Devemos ter outro ano com queda na indústria”, acredita ele. No último ano, o faturamento da indústria de transformação caiu 12,1%, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), conforme noticiado pelo jornal DCI.
Fonte: Diário do Comércio e Indústria – DCI