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Maersk reduz atuação no Brasil e faz baixa contábil de US$ 1,7 bi

Companhia também vendeu sua participação de 40% no campo de Polvo, na Bacia de Campos, para a sócia HRT

A Maersk Oil fez uma baixa contábil de US$ 1,7 bilhão em seu balanço, além disso a companhia também reduziu sua presença no negócio de exploração no Brasil. Apesar de ainda ter participação em dois prospectos no País, as principais motivações da empresa foram a frustração quanto à estimativa de reservas em dois campos no pré-sal da Bacia de Campos.

Com essa redução, os ativos da Maersk no Brasil passam a ser de US$ 600 milhões, ante os US$ 2,4 bilhões registrados em 2011. A atualização do valor dos ativos, obrigatória pelas normas de contabilidade e que deve ser feita pelo menos uma vez por ano, vai impactar o resultado da companhia no segundo trimestre.

Além da baixa contábil, a Maersk vendeu sua participação de 40% no campo de Polvo, na Bacia de Campos, para a sócia HRT, que passa a deter 100% do campo. Polvo produziu, em maio, 10.350 barris de petróleo e gás por dia, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo).

Em comunicado emitido pela empresa dinamarquesa, o CEO do grupo, Nils S. Andersen, comentou que o investimento em 2011 na SK Energy foi feito em um momento que as perspectivas para a indústria do petróleo e os preços estavam mais positivos do que estão hoje e as ambições de crescimento para o negócio de petróleo brasileiro também. “Temos que adaptar agora a nossa estratégia para a situação que vemos hoje, mas é certo que é claramente insatisfatório os volumes de petróleo nos campos adquiridos de Itaipu e Wahoo após a perfuração de avaliação terem se mostrado no limite inferior das nossas expectativas iniciais. Daqui para frente, essa estratégia de ajuste e comprometimento no valor vai permitir a Maersk Oil se concentrar totalmente na sua estratégia de crescimento”, completou.

Fonte: Guia Marítimo