A movimentação de cargas nos portos e terminais portuários do Brasil, no primeiro semestre, foi de 460,2 milhões de toneladas, conforme balanço apresentado na última quinta-feira pela Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq). O volume escoado cresceu 5,18% em relação aos primeiros seis meses do ano passado, quando as instalações registraram 437,6 milhões de toneladas.
Entre os portos públicos, Santos liderou as operações, somando 44,1 milhões de toneladas. O total, porém, aponta uma diminuição de 2% em relação ao resultado obtido de janeiro a junho de 2013.
Itaguaí (RJ) foi o segundo na lista, com 30,3 milhões, seguido por Paranaguá (PR), com 20,9 milhões. No total, os complexos públicos responderam por 167,3 milhões, com alta de 6,02% sobre as 157,8 milhões de toneladas do intervalo de janeiro a junho do ano passado.
Os Terminais de Uso Privado (TUP) movimentaram 292,9 milhões de toneladas no último semestre, registrando aumento de 4,7% sobre as 279,7 milhões de igual período de 2013.
O minério de ferro foi o produto mais transportado no semestre encerrado em junho, com 160,7 milhões de toneladas, seguido por combustíveis, óleos minerais e produtos (99,8 milhões de toneladas) e contêineres (46,7 milhões de toneladas).
Segundo a Antaq, a navegação de longo curso teve aumento de 17,3% na comparação com o primeiro semestre dos últimos cinco anos, o que sinaliza aumento do comércio exterior brasileiro. Já a navegação de cabotagem, feita na costa entre os portos, cresceu 1,7% no primeiro semestre, pontuando 70 milhões de toneladas.
Estados Unidos
O volume de carga enviada pelos portos e terminais privativos brasileiros para o exterior recuou, quando o destino foram tradicionais clientes de matérias-primas do País. O total embarcado para os Estados Unidos foi de 10,865 milhões de toneladas neste ano, uma queda de 5%, na comparação com o mesmo período de 2013.
Para o Japão, o volume caiu 8% entre os semestres, registrando 15 milhões de toneladas. O Brasil também reduziu o volume de exportações para a Holanda (14%) e a Coreia do Sul (9%).
Na contramão, o Brasil importou 28% menos produtos da Argentina e 20% menos da Espanha. Em compensação, as importações dos EUA cresceram 24%. Um alta significativa foi verificada também na corrente de comércio com a China, de onde o Brasil importou 31% mais e exportou em volume de carga 14% a mais que no primeiro semestre do ano passado.
Fonte: A Tribuna