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Museu que resgata a história do despachante aduaneiro é inaugurado

Objetos, fotografias e documentos antigos estão entre as atrações do museu

Resgatar a história e os fatos curiosos de uma das categorias profissionais mais importantes do Porto de Santos e ainda torná-los acessíveis à população. Esse é o objetivo do Museu do Despachante Aduaneiro, que será inaugurado hoje, no Centro de Santos.

Objetos, fotografias e documentos antigos estão entre as atrações do museu, que funcionará na sede do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS). Neste ano, a entidade, que é a mais antiga do meio sindical no País, completa 106 anos.

“Consta dessa história aqui presente todo um acervo particular de cada profissional da área, uma gama de documentos que comprovam a bela e a sábia atividade dos despachantes aduaneiros. Esta é a razão maior de organizar essas lembranças e fatos, que devem ser mostrados para as novas gerações, com a real consciência e as provas que possam honrar a categoria que nela estejam iniciando”, destacou o presidente da Associação Beneficente dos Despachantes Aduaneiros (ABDAS), Claudio de Barros Nogueira.

O trabalho de pesquisa e organização do acervo do museu foi feita pela especialista em Museologia Marjorie Medeiros. Já a estrutura física e a disposição das atrações ficaram sob a responsabilidade do arquiteto Gino Caldato.

Entre as peças que estarão expostas, os destaques são uma calculadora da década de 10 do século passado, uma máquina de escrever e um abridor de cartas. Imagens, atas antigas e carteirinhas de identificação de associados também integram o acervo.

“Nós fizemos um levantamento da trajetória desde quando surgiu o sindicato, baseado em 1850, a partir da profissão do caixeiro. E com o desenvolvimento do Porto, essa profissão começou a se caracterizar por um tipo de trabalho que é o desembaraço de mercadorias. E, em 1911, foi fundado o Centro dos Despachantes Aduaneiros de Santos, já um resultado de todo esse universo de trabalho junto à área portuária”, explicou Marjorie.

Segundo a especialista, além de objetos de associados aposentados e funcionários do SDAS, foi pesquisada a Hemeroteca Roldão Mendes Rosa, da Prefeitura de Santos.

Primeira Mulher

Nos registros do Sindicato, também foram encontradas informações sobre a primeira despachante aduaneira do Porto de Santos. Ela iniciou a profissão em 1938, quando foi nomeada para a função pelo então presidente da República Getúlio Vargas.

“Nessa pesquisa, encontramos registros da primeira despachante aduaneira. É a dona Esmeralda Pereira Penha, que deveria ser um escândalo no mundo de homens que havia no Porto. O filho dela, José Pereira Pena, cedeu carteirinhas de identificação daquela época”, citou Marjorie.

Assim como os registros de dona Esmeralda, outros ítens do museu são doações de profissionais ou familiares. E ainda é possível encaminhar objetos para integrar o acervo. A ideia é criar uma reserva técnica de materiais para que sejam feitas adaptações no museu.

“Nós começamos a falar de museu e ninguém acreditava. Agora que nós estamos com a coisa engrenada, está surgindo um bocado de coisas de antigamente”, destacou Nogueira.

Segundo o presidente do SDAS, Nívio Peres dos Santos, há ainda contribuições que surgiram de outros locais do País. Isto porque a categoria mantém sindicatos em cidades portuárias Brasil afora. “Em Recife, existe uma comissária que se chama Agência Raposo e tem 123 anos de existência. Ela está na quinta geração. O pessoal de lá nos mandou umas bandeirolas que serão expostas”, disse.

Informações

O Museu do Despachante Aduaneiro será inaugurado hoje. As visitas poderão ser feitas de segunda a sexta-feiras, das 10 às 17 horas. A entrada será franca. O SDAS fica na Rua Bras Cubas, nº 3, no Centro de Santos. O museu fica no 11º andar da entidade.

Fonte: A Tribuna.