Com a interdição, 20 embarcações tiveram entradas ou saídas atrasadas por conta da baixa visibilidade
Pelo menos 20 navios deixaram de entrar ou sair do Porto de Santos por conta do intenso nevoeiro que atingiu a região nos últimos dois dias. Por determinação da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), o tráfego de embarcações ficou interrompido para a evitar acidentes causados pela baixa visibilidade. Com isso, o prejuízo é de aproximadamente US$ 500 mil, o equivalente a R$ 1,6 milhão.
A interdição do tráfego por conta da neblina no Porto de Santos começou na última segunda-feira (4), às 20h20, e durou até o início da tarde de terça-feira (5), às 12h25. No entanto, entre as 9h50 e as 11h15, algumas manobras ocorreram. No período, apesar de os terminais permanecerem abertos, as operações previamente programadas tiveram que ser atrasadas.
O cálculo do déficit é sugerido pelo Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar). Pelo valor trabalhado pelos agentes, o custo diário de paralisação de uma embarcação que transporta contêineres gira em torno de R$ 140 mil. Já para um navio graneleiro (sólidos e líquidos), um dia de atraso equivale a cerca de R$ 60 mil perdidos.
Segundo o diretor-executivo do Sindamar, José Roque, é difícil calcular o prejuízo em casos como o desta semana. “É feita uma estimativa de custos, mas não se sabe realmente quando os navios concluíram suas operações e quanto tempo eles ficaram à espera de liberação para ir embora”.
Para contabilizar o prejuízo, é preciso que se leve em consideração também o impacto nas escalas subsequentes. Isto porque, quando se perde uma janela de operação, as próximas atracações em outros portos também serão atrasadas. Para evitar esse problema, as embarcações navegam em maior velocidade, quando o custo do combustível é quase três vezes maior do que em uma viagem normal.
Travessia de Balsas
Além dos prejuízos sofridos no Porto de Santos, a manhã de terça-feira também foi de transtorno para quem utiliza a travessia de balsas entre Santos e Guarujá. Segundo a Dersa, as embarcações ficaram sem funcionar das 2h10 às 8h40 e as barcas para pedestres entre Vicente de Carvalho e Santos pararam das 21h20 de segunda-feira às 9 horas de ontem.
Por conta disso, muitos usuários enfrentaram horas de fila de conseguir realizar a travessia. Uma alternativa para quem não queria ou não podia esperar era recorrer às catraias, que ficaram lotadas com o nevoeiro.
Em alguns casos, a espera foi grande. A técnica de enfermagem Luciene Gomes Barbosa, conta que ficou quase 4 horas aguardando para fazer a travessia de Guarujá para Santos. “É um transtorno, mas não se pode brigar contra a natureza”.
Fonte: A Tribuna.