De dimensões pequenas mas de grande potência, essas embarcações auxiliam nas manobras navais
Os rebocadores estão entre as embarcações que atuam no Porto de Santos. Eles são utilizados nas operações de atracação e desatracação dos navios nos complexos marítimos. De dimensões pequenas mas de grande potência, foram projetados para empurrar e puxar embarcações, auxiliando nas manobras navais.
No caso de cargueiros e navios de passageiros, as manobras precisam de mais espaço. Em ambientes estreitos como o canal do estuário de Santos e na grande maioria dos acessos aquaviários a complexos marítimos, essas operações são difíceis. Para auxiliar nessas situações, é que são solicitados os rebocadores.
No cais santista, atualmente, estão em operação 14 rebocadores. São seis da Wilson Sons, cinco da Smit e três da Sulnorte. E quando necessário, outros podem vir de portos próximos, como o de São Sebastião.
Para realizar o serviço, essas embarcações ficam posicionadas entre o Armazém 39, na Ponta da Praia, e os Armazéns 5 e 6, no Centro da Cidade. As manobras podem ser realizadas no cais santista 24 horas por dia e levam, em média, 60 minutos.
A partir do momento em que o navio chega no Porto, os rebocadores são acionados e vão de encontro às embarcações para puxá-las até o berço de atracação. Essa operação é realizada pelo mestre do rebocador em parceria com o prático, profissional responsável por orientar as manobras no canal de navegação. O contato entre esses dois profissionais é feito por rádios transmissores durante todo o serviço. As equipes são compostas, em média, por seis pessoas, que se revezam em turnos.
Geralmente, cada operação conta com três rebocadores. Assim que são conectadas as cordas nos navios, o reboque começa. Após entrar no canal, os navios são levados até o berço de atracação reservado. No momento da atracação (ou da desatracação, na hora de zarpar), um dos rebocadores fica responsável por empurrar (ou puxar) a embarcação, para o navio atracar com segurança.
Os rebocadores podem ser divididos em dois grupos: os de porto e os de alto-mar. O primeiro engloba os modelos de pequeno porte, com motores de grande potência e alta capacidade de manobra. Eles são utilizados nos serviços de atracação e desatracação de grandes navios, além de transporte de pessoal e pequenas cargas. Já os de alto-mar têm grande porte e potência. São destinados à missões de socorro de embarcações avariadas, combate a incêndios e resgate de pessoal.
Fonte: A Tribuna