Levantamento apontou a necessidade da readequação dos berços de atracação.
A draga Geopotes está desde o início da semana realizando o serviço de adequação dos berços de atracação para navios de granéis líquidos minerais da Ilha Barnabé e Alemoa, no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Os serviços de dragagem foi retomados após a identificação da necessidade da readequação dos berços de atracação.
De acordo com a Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, a dragagem estava em procedimento de análise pela Marinha do Brasil, conforme previsto em contrato. Em novembro, foi finalizada a análise e publicado o resultado do levantamento hidrográfico, que apresentou alguns pontos acima da cota.
Os operadores portuários que atuam com navios de granéis líquidos minerais da Ilha Barnabé e Alemoa, reclamaram da condição dos berços em novembro. Alguns berços estavam com avarias e outros apresentaram perda de profundidade, o que limitava a atracação de navios maiores no cais santista.;
Com apenas algumas opções para atracação, navios foram direcionados para outros outros e o prejuízo ultrapassou US$ 10 milhões segundo o Sindicato das Agências de Navegação (Sindamar).
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), órgão vinculado ao Ministério da Infraestrutura, utilizou o recurso legal de promover um termo aditivo e prorrogar a vigência do contrato com o consórcio Van Oord/Boskalis.
A proposta, segundo o Departamento, visa manter a vigência do contrato para viabilizar a continuidade dos serviços de dragagem e restabelecer a profundidade pretendida. O contrato venceria em 2 de fevereiro de 2020, mas foi prorrogado por seis meses, passando a expirar em 2 de agosto.
Dragagem de manutenção
A Santos Port Authority (SPA), antiga Codesp, finaliza a licitação para contratação por 24 meses da empresa que fará o serviço de manutenção. A ação coordenada entre o Ministério da Infraestrutura e a SPA reflete a integração da pasta federal e da administração local do Porto, uma nova forma de fazer gestão dos portos brasileiros.
Fonte: G1 Economia