Estudo Thomson Reuters e KPMG, aponta que 70% das empresas poderiam ser mais competitivas em seus processos de exportação
Uma pesquisa elaborada pela Thomson Reuters e KPMG, aponta que 70% das empresas poderiam ser mais competitivas em seus processos de exportação. De acordo com o levantamento – que envolveu 446 especialistas e gestores de comércio exterior de 11 países diferentes: Argentina, Brasil, Chile, China, Colômbia, Coréia do Sul, Estados Unidos, India, Japão, México e Peru – o processo de gestão das operações de importação e exportação é complexo para 2/3 dos respondentes. Ainda segundo o estudo o cenário deve se tornar ainda mais complicado nos próximos 3 a 5 anos.
De acordo com a Associação de Comércio Exterior do Brasil, os maiores desafios que os gestores enfrentam atualmente estão relacionados aos processos manuais realizados em sistemas distintos e à complexidade das alterações normativas que no Brasil chegam em média a três alterações por dia útil, que podem afetar o comércio exterior.
Também foram mencionados como desafios importantes a interpretação de regras em diferentes países, a mudança de exigências junto a instituições públicas locais e a necessidade de lidar com processos antiquados. Os três fatores que, segundo os entrevistados, consomem mais tempo e recursos durante todo o processo são: documentação e licenciamento de importação, a gestão de despachantes aduaneiros e a classificação de importação de produtos. Adicionalmente, classificação, documentação e licenciamento de importação são vistos como atividades que criam os maiores riscos de multas ou elevados custos operacionais.
O estudo revelou também que 70% das empresas não estão utilizando os FTAs (Tratados de Livre Comércio) disponíveis em seus países – o que mostra que, provavelmente, elas estão pagando mais do que o necessário em tarifas e impostos e, como consequência, perdendo em competitividade no mercado internacional. Do total de respondentes, 79% mencionaram que os maiores obstáculos para utilização dos FTAs são as complexas regras de origem e a dificuldade para coletar documentação.
Taneli Ruda, diretor mundial da divisão de Gestão de Comércio Exterior da Thomson Reuters, diz que a pesquisa mostra que muitas empresas enfrentam dificuldades para atender às complexas exigências de conformidade por meio de processos manuais ineficientes que podem expor suas empresas a riscos, consumir tempo e recursos, além de impedir maior disponibilidade para atividades que afetem diretamente seus resultados. “O uso da tecnologia certa permite eliminar o retrabalho e possibilita que os gestores comparem e contrastem melhor as regras aduaneiras entre países para, dessa forma, assumirem um papel mais estratégico no planejamento e operação de suas organizações”, apontou.
Para Doug Zuvich, Senior Global Lead Partner Trade and Customs, KPMG LLP nos Estados Unidos, os resultados da pesquisa apontam uma mudança no cenário do comércio global. “A cadeia global de supply chain está sendo redefinida. O ciclo de vida dos produtos continua diminuindo, a entrega das mercadorias aos clientes está sendo redesenhada e a tecnologia tem a capacidade de habilitar mais inovação nas áreas do comércio mundial inimagináveis há vários anos”.
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Fonte: Guia Marítimo.