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Petrobras sob ataque

O ano de 2014 soma apenas cinco semanas. Tempo suficiente para as ações da Petrobras acumularem perdas de quase 20% e atingirem o menor nível desde dezembro de 2008. Não há, porém, um grande fato novo que explique o tamanho do tombo da estatal. O motivo está na intensificação de uma safra de más notícias já conhecidas pelo mercado. O resultado é uma perda de cerca de R$ 40 bilhões em valor de mercado no período.

Entre os analistas, há a avaliação comum de que a fuga de investidores estrangeiros de empresas de países emergentes nas últimas 12 semanas é um dos fatores que mais pesam. Além disso, a política de não equiparar combustíveis aos custos internacionais, a alta do dólar, o ano de eleições, dúvidas sobre capacidade de investimento e a preocupação do impacto de um eventual reajuste de preços na inflação estão entre os motivos para o mau humor. Na última quarta-feira, também contribuiu para a queda o adiamento da divulgação dos resultados da companhia no quarto trimestre do dia 14 para o dia 25.

O ministro da Fazenda e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Guido Mantega, afirmou serem “absurdas” as especulações no mercado em torno do adiamento da apresentação dos resultados financeiros. “É uma questão meramente técnica, só para que possamos ter mais tempo de preparar os dados para a próxima reunião. É só isso.”

Plano de negócios

A perda de valor de mercado da Petrobras é a maior entre as companhias abertas, segundo um levantamento da consultoria Economática. Passou de R$ 214,6 bilhões em 31 de dezembro para R$ 175,1 bilhões na última terça-feira. Uma fonte da petroleira informou que o Conselho de Administração da empresa pode apreciar, ainda neste mês, o plano de negócios quinquenal dela, para o período 2014-2018. 

 

Fonte: Correio Braziliense