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PIB da Baixada Santista recua 3,3% em doze meses

Indústria e serviços impulsionam queda; dados são da Fundação Seade

Um diagnóstico da atividade econômica regional mostra que a Baixada Santista teve queda no Produto Interno Bruto (PIB), índice que soma todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região.

O boletim Radar Regional, da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), divulgado ontem, destaca que o PIB da Baixada Santista teve redução de 3,3% no acumulado dos últimos 12 meses.

A queda foi impulsionada por pelo comportamento da indústria e de serviços, que apresentaram quedas de, respectivamente, 7,2% e 2,8%. O levantamento, divulgado a cada trimestre, leva em consideração variáveis como o valor bruto adicionado da agropecuária, dos serviços e da indústria, impostos sobre produtos líquidos de subsídio e valor total do PIB a preços correntes e constantes.

No Estado de São Paulo, a retração foi maior que a da região: 5,1% no mesmo período e é explicado pelas reduções de 10,7% na indústria e de 2,8% nos serviços. Já a agropecuária cresceu 4,3%.

De acordo com a estudo do órgão estadual, na comparação trimestral, a Baixada Santista vinha se recuperando ao longo de 2015, chegando a uma taxa de crescimento negativa de apenas 0,1% nos últimos meses do ano. Mas o índice voltou a cair nos primeiros três meses de 2016, atingindo 0,8%.

“Santos estava crescendo na média, até 2013. A partir daí, a crise se abateu mais forte na região. As expectativas não concretizadas com o pré-sal atingiram a construção civil e o mercado imobiliário”, explica Vagner Bessa, gerente de Indicadores Econômicos da Fundação Seade.

Havia uma perspectiva de que a taxa saísse do negativo, o que não se confirmou no levantamento. “No ano passado, a recuperação veio com a grande movimentação no Porto de Santos. Esperávamos uma reação melhor, mas ela ainda não chegou”, avalia o técnico.

Mais afetados

Regiões administrativas que têm perfil voltado à produção industrial foram as mais afetadas. É o caso de Campinas, onde o recuo de 7,3% da atividade econômica explica-se principalmente pelo decréscimo de 13% nesse setor.

Já as cidades com maior participação da agropecuária, como Presidente Prudente, Araçatuba, São José do Rio Preto e Marília, apresentaram crescimento.

Fonte: A Tribuna.