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Porto de Santos fecha parte de terminal e pega setor químico de surpresa

Indústria vê risco de desabastecimento momentâneo com decisão e tenta negociar para que reforma no local seja postergada

 

Um dos berços dos terminais químicos do Porto de Santos foi fechado na semana passada para reforma e permanecerá assim pelos próximos oito meses – e a indústria química diz que foi pega de surpresa com a decisão. As empresas armam que podem ter um problema de desabastecimento momentâneo em alguns setores que dependiam do porto para sua rede logística, já que a capacidade de operação dos terminais líquidos será reduzida em um terço.

O presidente do Porto de Santos, Fernando Biral, diz que a reforma já estava programada desde maio, quando foi homologada a licitação para a obra. Ele acrescenta que a culpa de a indústria não ter sido informada é dos operadores dos terminais, a Ageo e a Adonai Química. Os berços dos terminais líquidos da margem esquerda do porto, na Ilha de Barnabé, estão com problemas estruturais há anos e as estacas precisam ser reformadas para que não desabem. Biral garante que o processo foi tornado público com os resultados da licitação, com a informação repassada ao Conselho do porto que tem representantes dos empresários. Ele menciona ainda o fato de os dois operadores de terminais já estarem trabalhando em conjunto com a autoridade portuária desde agosto para dar início às obras. “Fomos pegos de surpresa que a indústria tenha sido pega de surpresa”, diz Biral. A Ageo e a Adonai Química não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

 

Fonte: Veja