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Preço do petróleo tem queda após barril bater US$ 70 na véspera

Na véspera, barril de Brent fechou em alta de 0,45%, a US$ 68,01, na segunda sessão seguida de avanço no preço da commodity.

 

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta terça-feira (7), após terem alcançado o patamar de US$ 70 na véspera em meio à tensão entre Estados Unidos e Irã.

Por volta das 7h50, o petróleo Brent, principal referência internacional, caía 0,73%, a US$ 68,41, segundo dados da Bloomberg. Já o petróleo dos Estados Unidos recuava 0,65%, a US$ 62,86 por barril.

Na véspera, o barril de Brent fechou em alta de 0,45%, a US$ 68,01, após ter chegado a tocar US$ 70,74, na segunda sessão seguida de avanço no preço da commodity. Já o barril dos EUA fechou a US$ 63,27, após bater US$ 64,72 na sessão, seu valor mais alto desde o fim de abril.

Os preços haviam saltado mais de 3% na sexta-feira, depois que um ataque aéreo dos EUA no Iraque matou o comandante militar iraniano Qassem Soleimani, aumentando as preocupações sobre uma escalada nos conflitos no Oriente Médio e o possível impacto das tensões sobre o fornecimento de petróleo.

Após uma forte alta no início da sessão da véspera, o petróleo devolveu parte dos ganhos ao longo do dia, diante de crescentes dúvidas sobre a possibilidade de o Irã contra-atacar de uma maneira que afete as ofertas globais da commodity.

“Parece haver o avanço de um diálogo no sentido de que não é do interesse dos iranianos atacar a infraestrutura de petróleo”, disse Bob Yawger, diretor de futuros da Mizuho. “Porque qualquer ataque à infraestrutura de petróleo provavelmente desencadearia um rali no barril e isso, por sua vez, possivelmente interromperia as exportações iranianas.”

No domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor sanções ao Iraque, o segundo maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), caso as tropas dos EUA sejam forçadas a se retirar do país.

A região é responsável por quase metade da produção mundial de petróleo, enquanto um quinto dos embarques mundiais da commodity passa pelo Estreito de Ormuz.

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) Adriano Pires não acredita em uma disparada importante de preços, a não ser que eventos extremos aconteçam, uma vez que a demanda global pelo petróleo não está alta e que a produção dos países que não pertencem à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) se tornou mais relevante nos últimos anos.

 

Fonte: G1 Economia