De acordo com o levantamento da ANP, o valor médio do litro da gasolina para o consumidor caiu 2,5%, a R$ 3,992.
Bombas de gasolina de posto na zona sul de São Paulo — Foto: Marcelo Brandt/G1
Os preços dos combustíveis nos postos recuaram nesta semana, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (27) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
De acordo com o levantamento da ANP, o valor médio do litro da gasolina para o consumidor recuou 2,5%, a R$ 3,992. O preço do litro do diesel caiu 2,07% no período, para R$ 3,3249.
Já o litro do etanol teve queda de 3,2%, para R$ 2,705 o litro.
Preços dos combustíveis nos postos
Evolução do valor por litro, na média nacional em R$ gasolina/diesel/etanol22/4/173/6/1715/7/1725/8/177/10/1717/11/1730/12/1710/2/1823/3/185/5/1816/6/1828/7/188/9/1820/10/1801/12/1812/1/1923/2/196/4/1918/5/1929/6/1910/8/1921/9/192/11/1914/12/1925/01/2007/03/202018/04/202022,533,544,55
Fonte: ANP
Os valores são uma média calculada pela ANP com dados coletados em postos em diversas cidades pelo país. Os preços, portanto, variam de acordo com a região.
Preços nas refinarias
A queda dos preços dos combustíveis nos postos seguiu a forte redução nas refinarias na semana passada que, por sua vez, acompanhou o movimento de baixa dos preços do petróleo no mercado internacional.
Na segunda-feira (20), o preço do barril dos Estados Unidos (WTI) chegou a despencar 306%, a – US$ 37,63 por barril, a primeira cotação negativa da história. No mesmo dia, o barril Brent (cotado no Reino Unido) cedeu 9%para US$ 25,57. Na semana, o Brent caiu 24% e o WTI recuou de cerca de 7%.
Diante desse cenário, a Petrobras cortou na terça-feira (21) o preço médio da gasolina em 8% e o do diesel em 4% nas refinarias. Na semana anterior, a estatal já havia cortado o preço da gasolina em 8%, e o do diesel em 6%. Foi o décimo reajuste nos preços do diesel neste ano. No caso da gasolina, foi o 12º corte de preços em 2020.
O corte nos preços se dá num momento em que as cotações do petróleo estão em queda com o avanço do surto de coronavírus no mundo e a desaceleração da economia global.
Fonte: G1 Economia