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Produção da indústria brasileira cai pela terceira vez seguida

Em maio o recuo foi de 0,6% na comparação com o mês anterior

A produção da indústria brasileira teve queda de 0,6% na comparação com o mês anterior. No mês de abril, o recuo foi mais intenso por causa do efeito calendário. Frente a maio do ano anterior, a atividade fabril mostrou baixa ainda maior, de 3,2%.

Segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), tanto na comparação mensal quanto na anual, o indicador foi influenciado fortemente pela queda da produção de veículos. Em relação a um ano atrás, o recuo chegou a 20,1%. Na última segunda feira, 30, o governo anunciou a manutenção das atuai alíquotas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros até o fim do ano. O tributo deveria subir e deixar os veículos mais caros, a partir do dia 1º de julho.

Com esses números, a indústria acumula retração de 1,6% de janeiro a maio. Já nos últimos 12 meses, há um ligeiro aumento de 0,2%. De acordo com o IBGE isso mostra clara redução no ritmo de crescimento frente aos resultados verificados em março, com 2,0% e abril, com 0,7%.

De abril para maio, a queda da atividade das indústrias do País foi generalizada, puxada pela diminuição na produção de coque, produtos derivados do petróleo, de biocombustíveis e de veículos automotores, reboques e carrocerias. Também produziram menos os ramos de fabricação de metalurgia e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, entre outros.

Na outra ponta, estão as indústrias que aumentaram sua produção, como as extrativas, de produtos alimentícios e de produtos do fumo. Na análise das categorias econômicas, nessa mesma base de comparação, mostram resultados negativos as atividades de bens de consumo duráveis, como carros, de bens de capital, como caminhões e o de bens intermediários. Apenas o segmento de bens de consumo semi e não-duráveis (roupas, por exemplo) registraram aumento de 1%.

Fonte: Guia Marítimo