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Rumo-ALL tem prejuízo de R$ 226,2 milhões no 1° trimestre

A fusão entre as duas empresas aconteceu a três meses

Três meses após a aprovação da fusão entre a operadora logística Rumo e a concessionária ferroviária América Latina Logística (ALL), o mercado dá sinais de que a euforia sobre o negócio já passou e começa a cobrar resultados da nova companhia.

Na terça-feira(12), o balanço de resultados combinado das duas empresas referente ao primeiro trimestre mostrou um prejuízo líquido de R$ 226,2 milhões, ante um lucro líquido combinado de R$ 27,7 milhões de janeiro a março do ano passado.

“O cenário de curto prazo para a Rumo ALL dá mostras ainda de que terá pouca margem para crescimento de capacidade. A ALL já tem um histórico de não gerar caixa. O desafio dos novos gestores será grande. Os controladores terão de fazer, em algum momento, aumento de capital na companhia”, afirmou uma fonte do mercado financeiro. Outros especialistas também reforçaram a necessidade de aporte.

No primeiro trimestre, a operação combinada de Rumo e ALL movimentou R$ 970,1 milhões, queda de 1,2% sobre os R$ 982,4 milhões do ano anterior. Já os custos aumentaram 15,4%, para R$ 702,6 milhões. Com isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 33,8%, para R$ 311,5 milhões.

Separadamente, a ALL registrou prejuízo líquido de R$ 229 milhões no primeiro trimestre, revertendo o lucro de R$ 7,2 milhões do mesmo período do ano passado. O Ebitda totalizou R$ 255,2 milhões, baixa de 37,4% na mesma comparação, enquanto a margem Ebitda caiu 16,8 pontos porcentuais, para 30,3%. A receita líquida da companhia recuou 2,6% nos três primeiros meses deste ano sobre igual intervalo de 2014, para R$ 842,7 milhões.

Procurada, a Cosan, maior acionista da Rumo ALL, nega a intenção de aumentar o capital da companhia. O diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, José Cezário, indicou que a Rumo ALL, que está sob nova administração desde início de abril, está analisando alternativas e oportunidades para reduzir a necessidade de caixa da empresa e otimizar a estrutura de capital da companhia.

Fonte: A Tribuna