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Santos ganha simulador inédito na América Latina

Laboratório implantado pelo Senai foi inaugurado nesta sexta-feira (15)

Reproduzir as experiências, os riscos e as necessidades que envolvem os embarques, os desembarques e a movimentação de cargas em um terminal marítimo é o objetivo do primeiro laboratório de simulação de operações portuárias da América Latina, que foi inaugurado nesta sexta-feira (15), às 11 horas, na escola Senai Antonio Souza Noschese, na Vila Mathias, em Santos. Na instalação, os alunos vão aprender a operar quatro dos mais modernos aparelhos utilizados no transporte de contêineres no Porto de Santos.

A cerimônia contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) no Estado, Paulo Skaf.

Nesta manhã, a escola também inaugurou seu laboratório de áreas classificadas por risco de explosão e uma oficina de panificação, todos na mesma unidade. Os três espaços representaram um investimento de R$ 3,96 milhões. Apenas o laboratório voltado ao ensino portuário custou R$ 2,7 milhões e utiliza tecnologia norte-americana. Ele permitirá a capacitação de operadores de carga e de guindastes portuários e offshore.

Por enquanto, os equipamentos de simulação serão destinados a alunos de dois cursos: Técnico em Portos e Operador de Empilhadeiras. Mas a escola já planeja abrir vagas de capacitação para outros públicos interessados.

Novo laboratório do Senai-Santos conta com aparelhos que reproduzem vários tipos de operações

O laboratório portuário ocupa três salas, sendo duas delas utilizadas por alunos e outra, por professores. Como em todo simulador, a ideia é reproduzir com fidelidade os movimentos e as dificuldades operacionais. A diferença, neste caso, é que até quatro equipamentos podem ser utilizados pelos estudantes simultaneamente e os aparelhos contam com as mesmas tecnologias e estruturas das máquinas encontradas em terminais de contêineres.

O primeiro contato dos alunos com o simulador ocorre na sala onde estão quatro réplicas fieis de equipamentos de movimentação de caixas metálicas. Para aprender o processo de acoplagem e empilhamento de contêineres, os alunos utilizam o aparelho que reproduz um portêiner do tipo Super Post-Panamax, que operam os maiores navios no planeta, com 22 ou mais fileiras de contentores.

Os alunos também podem simular a operação de empilhadeiras Reach Stacker, pilotando o equipamento com a utilização de pedais, marchas, volante. Todos os comandos podem ser dados em português ou inglês, como acontece no dia a dia da atividade portuária.

Outro equipamento reproduzido é o RTG, um pórtico que se desloca sobre pneus e é utilizado para movimentar contêineres nos pátios de terminais. O quarto aparelho simula um guindaste MHC sobre pneus, usado para deslocar contêineres e cargas de projeto (peças industrias de grandes dimensões) em pátios de armazenagem e no cais.

Simulador de dez monitores, mostra cenário de terminal

Realismo

Em uma segunda sala do laboratório, está a menina dos olhos do Senai, um simulador com dez televisores de 65 polegadas, capazes de reproduzir em 180 graus o cenário de um terminal de contêineres. O espaço conta com câmeras e rádio para contato visual com conferentes de pátio, exatamente como acontece no mundo real.

No equipamento, a cadeira do operador fica sobre uma plataforma vibratória, que simula uma eventual trepidação durante os trabalhos. O sistema ainda reproduz as condições climáticas que podem prejudicar as operações, como chuva e neve, de modo a preparar os estudantes para qualquer eventualidade.

Todos os exercícios são planejados e monitorados de uma terceira sala, onde fica a estação de supervisão da operação. Neste local, os professores utilizam um sistema capaz de checar os erros cometidos pelos alunos, durante a operação portuária.

Fonte: A Tribuna