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Santos – Novo sistema virtual vai analisar qualidade da água do mar

No litoral, ele ficará sob responsabilidade do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas (NPH) da Universidade Santa Cecília (Unisanta).

Um novo sistema virtual vai monitorar, em tempo real, a qualidade das águas do estuário e entre as cidades de Santos e São Vicente. A ideia é reunir informações para evitar chegada de poluentes que possam causar contaminações. Hoje, o processo está condicionado à coleta mensal de dados.

Trata-se do programa Aquasafe – Mohid, uma plataforma on-line pertencente à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, ligada à Secretaria do Meio Ambiente São Paulo. No litoral, ele ficará sob responsabilidade do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas (NPH) da Universidade Santa Cecília (Unisanta).

De acordo com a engenheira Alexandra Sampaio, coordenadora do NPH, o novo sistema já está implantando, mas agora passa pelo processo de calibramento e validação. Segundo ela, o banco de dados receberá informações dos mais variados tipos de monitoramento de poluição, como sensores, coletas, condições atmosféricas e comportas.

Atualmente, além da Cetesb, a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) também realiza o monitoramento periódico. A intenção, com esse novo sistema, é de que a Baixada Santista possa ter um monitoramento da balneabilidade mais seguro e rápido, a médio ou a longo prazos, conforme aguarda os integrantes NPH.

Por isso foi realizado um encontro com a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) e com representantes das pastas de Meio Ambiente da Cidade e do Estado. Ao unir esforços, a intenção é que exista maior agilidade nos processos e na identificação de riscos à qualidade da água do estuário santista.

Detalhamento

A Unisanta venceu uma concorrência pública para administrar o bando de dados. Os pesquisadores da universidade são os responsáveis pela inserção dos parâmetros microbio-lógicos para investigar a qualidade das águas. O modelo permite visualizar, entre outros detalhes, o comportamento das fontes poluentes no estuário e na Baía de Santos.

Além disso, a ideia é prever casos de possíveis inundações após chuvas intensas, que coincidem com aumento do nível do mar. Todas essas informações ficarão à disposição, além do órgão estadual, das secretarias de meio ambiente dos municípios e da Autoridade Marítima.

Fonte: Jornal A Tribuna – Santos.