Luiz Otávio Campos participou, ao lado de empresários e políticos, da abertura da 16ª edição do Santos Export Brasil 2018 – Fórum Internacional para a Expansão dos Portos Brasileiros.
O secretário nacional de Portos do Ministério dos Transportes, Luiz Otávio Campos, defendeu a abertura de capital das companhias docas e a descentralização da gestão dos portos do país, nesta segunda-feira (10), em Santos, no litoral de São Paulo. Ele participou, ao lado de empresários e políticos, da abertura da 16ª edição do Santos Export Brasil 2018 – Fórum Internacional para a Expansão dos Portos Brasileiros.
Campos, que representa o setor no Governo Federal, disse que a eficiência logística-portuária brasileira está condicionada a acompanhar o mercado internacional. “[Para solucionar entraves], temos que abrir o capital das companhias docas, ou, para resolver de imediato a questão, transferir a administração [das companhias docas] para o Governo do Estado”.
“Nós fizemos isso no Estado do Maranhão. O Paraná, em Paranaguá, é outro exemplo. E, recentemente, nós conseguimos a delegação para o Estado do Amazonas, que tem vocação de escoamento da produção Norte. Se tivermos uma articulação política, podemos fazer isso agora”, afirmou o secretário. Ele pediu ajuda a parlamentares que participaram do evento.
O secretário de Portos ainda afirmou que o Governo Federal não se exime das obrigações com o Porto de Santos, o principal do país, por responder a mais de 25% da balança comercial brasileira. Sem falar em valores, ele garantiu investimentos até o fim do ano, inclusive no que se refere às obras no acesso à Margem Direita, que já têm as fases iniciadas pelo estado e pelo município.
Sobre as intervenções nos acessos terrestres, o governador Márcio França (PSB), também candidato ao Governo de São Paulo, reiterou durante a abertura do evento o compromisso do estado para com as obras que visam à remodelação do acesso ao cais, em área federal, e dos acessos às cidades de Santos e, por consequência, São Vicente.
O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à Presidência, cobrou do Governo Federal o repasse de RS 300 milhões, aproximadamente, para as obras entre a Via Anchieta, a Margem Direita do Porto de Santos e os acessos municipais à região. Ele disse que o empreendimento é fundamental para dar eficiência ao escoamento das cargas.
O diretor do Grupo Tribuna e presidente da Associação Comercial de Santos, Roberto Clemente Santini, disse que os assuntos a serem tratados no fórum podem ajudar no desenvolvimento portuário. “Ainda há muito por fazer. Os temas dessa edição envolvem o setor logístico, novas tecnologias e, principalmente, o Marco Regulatório. A regionalização e a profissionalização dos portos do Brasil são inevitáveis”.
Fonte: G1 Santos e Região