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Sem estacionamento, caminhoneiros invadem terreno no Macuco

Cerca de 50 caminhoneiros autônomos que atuam no Porto de Santos invadiram um terreno da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), no Macuco. Eles prometem permanecer no local enquanto não tiverem garantias da implantação de um estacionamento para caminhões na região. A estatal já iniciou trâmites judiciais para a reintegração de posse da área.

A propriedade foi invadida na noite de segunda-feira. Ela fica na Avenida Siqueira Campos (Canal 4). Trata-se do local do antigo terminal da transportadora Mesquita. Como ele estava aparentemente vazio, os caminhoneiros pedem que se torne um estacionamento para os veículos.

A briga por novas vagas para a parada de caminhões é antiga no Porto de Santos. Ela se agravou nas últimas semanas, quando bloqueios foram montados na Praça da Fome, no Valongo, para impedir o estacionamento dos veículos de carga. O motivo, segundo os motoristas, é a inauguração do Museu Pelé, prevista para a próxima semana. É possível que a presidente da República, Dilma Rousseff, participe do evento.

“A gente está reivindicando o espaço. Lá na Praça da Fome, tinha vaga, mas mandaram tirar os caminhões por causa do Museu Pelé. O que eles querem é mostrar para a presidenta que está tudo certo. Foram proibindo devagar, colocando cavaletes, faixas e aos poucos foram proibindo”, afirmou o caminhoneiro Leonardo Henrique Sanches.

O motorista garante que os profissionais farão revezamento no terreno da Codesp até que a estatal indique uma nova área para o estacionamento dos veículos. Cerca de 150 pessoas já passaram pelo local desde o início da ocupação da área, na segunda-feira.

“Enquanto não arrumarem um espaço para parar os veículos, não vai ter acordo. A gente não está para guerrilhar. A gente só quer o direito do espaço, parar o caminhão, ir para casa e descansar sossegado, sem conflito. Vamos revezar porque as nossas ferramentas de trabalho estão aí. Se não revezar, não dá para levar o pão de cada dia para casa”, afirmou Sanches.

Manoel Martinez Lourenço, um dos líderes do movimento União Caminhoneiro, se queixou da diminuição da oferta de vagas para estacionamento na região e também da intensa fiscalização de agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

“A Codesp deu aquele terreno que era da Lloydbratti (na Avenida Governador Mario Covas, em frente à região portuária do bairro Estuário) para ser usado apenas pela Libra, enquanto o caminhoneiro fica sendo multado por tentar trabalhar. Eu já coleciono multas. Se cada uma for de quatro pontos, eu já tenho mais de 120 na carteira, porque eu tenho 30. O problema é que o caminhão é uma ferramenta de trabalho e a gente paga para trabalhar”, disse o caminhoneiro.

A Codesp informou, através de sua assessoria, que está adotando as medidas judiciais para a retirada dos caminhoneiros do terreno.

Fonte: A Tribuna