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SEP reúne caminhoneiros para discutir plano de escoamento da safra

A Secretaria de Portos (SEP) e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam) fizeram nesta quarta-feira, em Brasília, a segunda rodada de discussões sobre o escoamento da safra agrícola pelo Porto de Santos. No encontro, a SEP apresentou o plano estratégico elaborado para a chegada dos caminhões e debateu as responsabilidades em caso de um caos viário nas estradas de acesso ao cais santista.

O sindicato participou da reunião através da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Estado de São Paulo (Fetrabens). A entidade foi recebida por representantes da SEP e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Os caminhoneiros autônomos não transportam grãos, mas são diretamente afetados pelos congestionamentos causados pelos caminhões graneleiros, quando estes ficam parados nas estradas aguardando para desembarcar suas cargas no Porto.

Na última reunião entre a SEP e o Sindicam, no mês passado, em Brasília, o órgão federal informou que irá disponibilizar um número de telefone para que os profissionais possam conferir se a carga está realmente agendada e se é possível seguir viagem até o cais santista.

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A Codesp inicou na última terça-feira o monitoramento do tráfego de veículos de carga com destino ao Porto

 

Como prevenção, o Sindicam já destacou dois funcionários que farão um monitoramento nas vias. Eles ficarão localizados em pontos estratégicos nos acessos ao Porto e vão informar aos caminhoneiros quais as melhores alternativas de rotas em momentos de congestionamentos.

Também ficou definido que a Fetrabens fará cartilhas de orientação aos motoristas que trafegam em direção ao Porto. A ideia é dar ciência aos profissionais de eventuais problemas e, ao mesmo tempo, dar dicas que serão elaboradas pela entidade.

De acordo com o diretor financeiro do Sindicam, Alexsandro de Vasconcelos Freitas, o Governo pediu informações sobre a rotina portuária e apresentou os planos para evitar novos congestionamentos. A entidade expôs as dificuldades que envolvem o transporte de contêineres vazios quando o fluxo de veículos graneleiros é intenso. Os horários restritos de depots (armazéns de recepção, reparo, vistoria e entrega de contêineres vazios) também restringem as operações, segundo o sindicalista.

Regras

Para o diretor do Sindicam, por enquanto, a única medida concreta contra os congestionamentos é o agendamento de caminhões definido pela Codesp. De acordo com a regra, todos os caminhões carregados com granéis devem passar, obrigatoriamente, por pátios reguladores antes do acesso ao cais santista. Já os veículos com outras cargas não vão precisar a passar pelos pátios, mas deverão ser agendados para ter acesso aos terminais.

Segundo a norma, cada terminal terá uma cota de recepção de caminhões a ser elaborada pela Codesp. Essa quantidade será definida por uma janela de tempo (período fixo e contínuo de seis horas), de acordo com a capacidade operacional da empresa e a capacidade máxima de utilização de seu estacionamento interno.

Fonte: A Tribuna