Esse ano, os números de movimentação por hora são superiores aos de complexos como Roterdã e Hamburgo
A produtividade dos terminais de contêineres no Porto de Santos disparou no fim do ano passado e atualmente já figura entre as mais altas do mundo. Em 2014, os números de movimentação por hora são superiores aos de grandes complexos portuários do mundo como Roterdã e Hamburgo, além de se aproximar de Xangai.
Um estudo feito pela Hamburg Süd leva em conta o desempenho na operação dos navios da classe “Cap San”, com até 9,6 mil Teus e 335 metros de comprimento. São os maiores porta-contêineres a frequentar o porto de Santos, onde atracam no Tecon Santos, da Santos Brasil, e na Embraport (Empresa Brasileira de Terminais Portuários).
A melhora da performance aconteceu após a inauguração de dois megaempreendimentos no ano passado: Embraport e BTP (Brasil Terminal Portuário) que juntos ampliaram a oferta de espaço para contêineres no porto, além de se juntarem ao Tecon Santos, da Santos Brasil no clã de mega terminais brasileiros.
Inaugurado em julho do ano passado, a Embraport teve investimentos de R$ 2,3 bilhões. Já a BTP, um total de R$ 2 bilhões. Os investimentos foram responsáveis por dar fôlego às operações, adicionando capacidade quando o litoral paulista estava em seu limite. Diante do excesso de demanda e da limitação de infraestrutura, a produtividade em Santos havia caído em 2013 para cerca de 60 contêineres por hora – abaixo da média mundial de 80 por hora.
Em 2014, com os novos “players”, o cenário mudou: a média de movimentos por hora cresceu para 104. O número não só fica acima da média global como também é superior ao dos portos mais modernos de países desenvolvidos. Roterdã e Hamburgo, por exemplo, movimentam neste ano uma média de 87 e 90 contêineres por hora, respectivamente.
Segundo Julian Thomas, diretor-superintendente da Aliança, subsidiária da Hamburg Süd no Brasil, o País está vivendo a produtividade em Santos em níveis internacionais, e os novos terminais têm um impacto fundamental. “Sem eles, não teríamos esses ganhos e continuaríamos em um cenário estressado de navios tendo que esperar para atracar e movimentar em um terminal cheio”, diz Thomas.
Thomas ressalta ainda que a demanda neste ano não está tão grande – o que também colabora com a produtividade. Em outro indicador, de atrasos para atracação e desatracação, houve melhora de 34% neste ano em Santos na comparação com um ano antes. Mesmo assim, pode cair mais com medidas a serem tomadas pelo setor público. As principais demandas são o aumento da profundidade no acesso ao porto e a melhoria do acesso rodoviário a Santos.
Fonte: Guia Marítimo