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Tratado transpacífico acelera acordo entre Mercosul e Europa

Segundo Armando Monteiro, os europeus precisam fortalecer esse eixo à medida que os EUA se fortalecem em uma área da América do Sul

O tratado transpacífico pôs pressão para que haja acordo comercial mais rápido entre o Mercosul e União Europeia. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, os europeus precisam fortalecer esse eixo à medida que os Estados Unidos se fortalecem em uma área da América do Sul.

Após quase cinco anos de negociação, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura, Estados Unidos e Vietnã anunciaram essa semana o chamado “Tratado Transpacífico de Comércio Livre” (TPP, sigla em inglês). O acordo já é considerado o maior tratado de livre comércio celebrado na história mundial e reúne 40% das riquezas do mundo.

Segundo Monteiro, a troca de propostas entre o Mercosul e a União Europeia deverá acontecer até o início de novembro. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) espera que o Brasil acelere as negociações comerciais, principalmente com a União Europeia, agora que foi fechada a Parceria Transpacífico. Em declaração, a confederação disse que acompanha com preocupação a criação do novo bloco porque o “acordo mostra que enquanto o mundo se fecha em grandes blocos, Brasil e Mercosul continuam isolados”.

O vice-presidente executivo da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), Fábio Faria, disse que a urgência do acordo do Mercosul com a União Europeia visa a evitar que o Brasil perca espaço no mercado internacional. “Lamentavelmente, estamos há quase 16 anos negociando sem chegar a um termo. Entendemos que esse é um mercado importante para o Brasil e continuamos a defender que nos aproximemos também dos Estados Unidos e possamos negociar acordos semelhantes com outros países”, disse.

Para Fábio Faria, ainda é cedo para dimensionar o impacto do tratado para o comércio exterior do Brasil. Porém ressaltou que haverá menos prejuízos na parte de commodities do que na parte de industrializados, onde “o Brasil poderá perder competitividade”.

Fonte: Guia Marítimo.