A paralisação começou em 1º de fevereiro com o pedido da categoria para suspender as demissões na subsidiária da Petrobras. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as demissões afetam mais de mil famílias.
Os petroleiros também querem o estabelecimento de negociação com a Petrobras para cumprimento de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que, segundo a federação, vem sendo descumpridos. A FNP aponta ainda entre as reivindicações o fim da política de paridade de preços com o mercado internacional.
Em nota divulgada no início da greve, a Petrobras afirmou que o movimento é “descabido” e que tomou as providências necessárias para garantir a continuidade das atividades. De acordo com a estatal, todos os compromissos assumidos na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2019-2020 vêm sendo integralmente cumpridos por parte da empresa.
A Petrobras tem informado que “não há impactos na produção de petróleo e de combustíveis decorrentes da greve” e que “nenhuma plataforma de produção, refinaria, unidade de processamento de gás natural ou térmica teve adesão total à paralisação”.
A FUP afirma que a interrupção da greve está condicionada ao avanço da gestão da empresa na negociação com os trabalhadores.
“Essa unidade que está sendo demonstrada na greve trouxe esperança para os trabalhadores da Fafen e para as nossas famílias. Foi a greve que obrigou a Petrobras a suspender as demissões em massa e a reverter as que já haviam sido aplicadas contra 144”, afirmou na nota divulgada pela FUP o petroquímico Ademir Jacinto.
Fonte: G1 Economia