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Um plano em defesa do estuário

O complexo portuário santista conta com uma série de procedimentos que são adotados em caso de acidentes com derramamento de óleo no complexo. Trata-se do Plano de Área do Porto de Santos e Região (Paps).

Em sinistros deste tipo, 47 instalações portuárias de Santos, Cubatão e Guarujá poderão atuar para minimizar os impactos ao meio ambiente, ao lado das autoridades.

O Paps começou a ser desenvolvido em 2011 e só foi concebido após 53 reuniões realizadas entre os envolvidos. Terminais marítimos e empresas que operam com resíduos de navios, granéis, químicos e contêineres integram o plano. Entre as autoridades, estão a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O plano é uma exigência prevista na Lei nº 9.966/00. Ibama e Cetesb são responsáveis por coordenar os trabalhos.

Um software que simula a poluição por óleo de acordo com as condições climáticas e oceanográficas é utilizado pelos integrantes do Paps. O programa auxilia a prevenir e combater incidentes deste tipo.

A ferramenta foi desenvolvida por uma empresa contratada pela Codesp para estudar o comportamento e o destino de produtos derramados em determinados pontos do Porto e das áreas de fundeio.

Foram realizadas simulações de derramamento de óleo diesel e óleo combustível marítimo com volumes de 8 metros cúbicos e 2.100 metros cúbicos, em diversos cenários com diferentes condições meteoceanográficas, em 27 pontos da região.

Com isso, o programa permite uma rápida visualização dos locais afetados em um caso de derramamento. Basta definir as variáveis relacionadas ao sinistro (condições meteorológicas e maré, quantidade de material poluidor e passagem de tempo) e o software aponta os impactos do incidente na região em tempo real. E ainda consegue indicar como será a progressão da mancha de óleo no estuário, assim como a espessura do óleo flutuante e as áreas em que há toque na linha de costa.

Fonte: A Tribuna.