As causas do incêndio que atingiu o Terminal Portuário Luiz Antônio Mesquita (Tiplam), da VLI (antiga Ultrafértil), no Polo Industrial de Cubatão, no último domingo (14), já começaram a ser apuradas pela empresa. Mas ainda não há previsão para a retomada das operações na instalação, especializada na movimentação de fertilizantes no Porto de Santos.
O fogo começou às 14h40 na correia CR-02, que fazia o transporte de enxofre de um navio para o silo central do terminal portuário. Assim que os funcionários perceberam as chamas, foram acionadas as brigadas de emergência do terminal e das empresas vizinhas, além do Corpo de Bombeiros.
O fogo foi controlado por volta das 21 horas, quando chegava na torre de transferência, que fica antes do armazém e do pátio de enxofre. O incêndio foi visto por pessoas fora da empresa. Pelo menos três caminhões-tanque foram até o local ajudar no trabalho de rescaldo.
Investimento
O sinistro não afeta o plano de investimento de mais de R$ 2 bilhões do terminal. Mas, neste momento, segundo a empresa, os esforços estão concentrados na retomada das operações.
As obras previstas pela VLI devem ser concluídas em 2016 e vão possibilitar que a empresa também atue no escoamento da produção agrícola do Brasil. A ideia é aumentar a operação atual de 2,6 milhões de toneladas para, pelo menos, 14,75 milhões anuais.
O terminal terá três novos berços de atracação (totalizando quatro – dois para fertilizantes e dois para produtos agrícolas) e uma nova pêra ferroviária, cuja moega (estrutura utilizada para a descarga de composições ferroviárias) terá capacidade para atender quatro vagões simultaneamente.
Com isso, espera-se que seja ampliada a eficiência das operações de carga e descarga, principalmente após a chegada dos novos equipamentos. Isto porque não será mais necessário desmembrar composições ferroviárias por conta de restrições estruturais.
Nos próximos três anos, conforme previsão da companhia, a estrutura usada hoje para atender uma composição de 60 vagões poderá receber um trem com 88 vagões totalmente carregados. A diferença é que o carregamento ou o descarregamento serão feitos em até 4 horas (e não em 7 horas, como ocorre atualmente), em um giro de viagem de até 3 dias (dois a menos do que a média dos últimos meses).
O investimento total do projeto deverá ultrapassar R$ 3,46 bilhões. Destes, R$ 2,07 bilhões serão destinados ao Tiplam. O restante será distribuído em uma série de melhorias no corredor logístico-ferroviário Centro-Sudeste operado pela VLI. Estão previstos a construção de outros dois terminais integradores de transbordo e armazenagem, novos pátios e oficinas de manutenção.
Os terminais integradores ligados ao Centro-Sudeste serão instalados em Guará, no Interior de São Paulo, e em Uberaba (MG). O primeiro movimentará açúcar (2,3 milhões de toneladas ao ano) e, o segundo, soja, farelo, milho e também açúcar (8,7 milhões de toneladas ao ano).
Além disso, 26 pátios de manobra estão sendo ampliados e cinco, construídos, justamente para atender o novo tamanho das composições (de 88 vagões), segundo a VLI.
Fonte: A Tribuna